TCC2025

A ATUAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA NA EQUOTERAPIA PARA O DESENVOLVIMENTO DO CONTROLE POSTURAL EM CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL

Dados do documento

Autor(es)
Lorrayne Stéfany Nascimento Ferreira; Mariana Resende Chaves; Valéria Fátima da C. Carvalho
Orientador(es)
Kelly Jackeline Oliveira Pereira Andrade
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
17 de março de 2026
Nome do curso
Fisioterapia
Palavras-chave
Paralisia Cerebral. Equoterapia. Fisioterapia. Controle Postural.

Resumo

A paralisia cerebral foi compreendida como uma encefalopatia crônica não progressiva

resultante de lesões no cérebro em desenvolvimento, gerando alterações motoras e posturais decorrentes

da falha na comunicação entre o sistema nervoso central e a musculatura. As manifestações variaram de

acordo com o tipo e a distribuição do comprometimento motor, sendo a forma espástica bilateral a mais

prevalente. Essas alterações refletiram em dificuldades de equilíbrio, postura, coordenação e

funcionalidade. O controle postural foi considerado um componente essencial para o desempenho motor,

e seu comprometimento impactou diretamente a autonomia das crianças com paralisia cerebral. Nesse

contexto, a fisioterapia neurofuncional e a equoterapia se destacaram como estratégias eficazes para

promover o desenvolvimento motor, sensorial e funcional, utilizando o cavalo como mediador terapêutico

e educacional no processo de reabilitação. OBJETIVO: Este estudo teve como objetivo analisar a

contribuição da atuação do fisioterapeuta na equoterapia, com ênfase no desenvolvimento do controle

postural e seus impactos na reabilitação de crianças com paralisia cerebral. METODOLOGIA: O

trabalho foi desenvolvido por meio de uma revisão integrativa de literatura, com buscas realizadas nas

bases de dados PubMed, SciELO e LILACS, abrangendo o período de 2015 a 2025. Foram incluídos

ensaios clínicos e estudos experimentais originais, publicados em português ou inglês, que abordaram a

relação entre paralisia cerebral, equoterapia, fisioterapia e controle postural. Após a aplicação dos

critérios de inclusão e exclusão, quatro estudos atenderam aos requisitos estabelecidos. RESULTADOS:

Os estudos analisados evidenciaram que a equoterapia promoveu avanços significativos no equilíbrio, na

estabilidade do tronco e na funcionalidade das crianças. O movimento tridimensional do cavalo estimulou

respostas sensório-motoras que favoreceram o controle postural e a coordenação corporal. Observou-se

que a frequência e a continuidade das sessões foram determinantes para a obtenção de resultados mais

expressivos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Concluiu-se que a atuação do fisioterapeuta na equoterapia

desempenhou papel essencial na adaptação e condução das atividades, garantindo segurança e eficácia no

processo terapêutico. A equoterapia mostrou-se um recurso eficaz, lúdico e motivador, capaz de

promover ganhos motores e funcionais, além de favorecer a autonomia e a qualidade de vida das crianças

com paralisia cerebral. Recomenda-se a realização de novos estudos com amostras ampliadas e

protocolos padronizados para consolidar a eficácia dessa intervenção.