A ATUAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA NA EQUOTERAPIA PARA O DESENVOLVIMENTO DO CONTROLE POSTURAL EM CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL
Dados do documento
Resumo
A paralisia cerebral foi compreendida como uma encefalopatia crônica não progressiva
resultante de lesões no cérebro em desenvolvimento, gerando alterações motoras e posturais decorrentes
da falha na comunicação entre o sistema nervoso central e a musculatura. As manifestações variaram de
acordo com o tipo e a distribuição do comprometimento motor, sendo a forma espástica bilateral a mais
prevalente. Essas alterações refletiram em dificuldades de equilíbrio, postura, coordenação e
funcionalidade. O controle postural foi considerado um componente essencial para o desempenho motor,
e seu comprometimento impactou diretamente a autonomia das crianças com paralisia cerebral. Nesse
contexto, a fisioterapia neurofuncional e a equoterapia se destacaram como estratégias eficazes para
promover o desenvolvimento motor, sensorial e funcional, utilizando o cavalo como mediador terapêutico
e educacional no processo de reabilitação. OBJETIVO: Este estudo teve como objetivo analisar a
contribuição da atuação do fisioterapeuta na equoterapia, com ênfase no desenvolvimento do controle
postural e seus impactos na reabilitação de crianças com paralisia cerebral. METODOLOGIA: O
trabalho foi desenvolvido por meio de uma revisão integrativa de literatura, com buscas realizadas nas
bases de dados PubMed, SciELO e LILACS, abrangendo o período de 2015 a 2025. Foram incluídos
ensaios clínicos e estudos experimentais originais, publicados em português ou inglês, que abordaram a
relação entre paralisia cerebral, equoterapia, fisioterapia e controle postural. Após a aplicação dos
critérios de inclusão e exclusão, quatro estudos atenderam aos requisitos estabelecidos. RESULTADOS:
Os estudos analisados evidenciaram que a equoterapia promoveu avanços significativos no equilíbrio, na
estabilidade do tronco e na funcionalidade das crianças. O movimento tridimensional do cavalo estimulou
respostas sensório-motoras que favoreceram o controle postural e a coordenação corporal. Observou-se
que a frequência e a continuidade das sessões foram determinantes para a obtenção de resultados mais
expressivos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Concluiu-se que a atuação do fisioterapeuta na equoterapia
desempenhou papel essencial na adaptação e condução das atividades, garantindo segurança e eficácia no
processo terapêutico. A equoterapia mostrou-se um recurso eficaz, lúdico e motivador, capaz de
promover ganhos motores e funcionais, além de favorecer a autonomia e a qualidade de vida das crianças
com paralisia cerebral. Recomenda-se a realização de novos estudos com amostras ampliadas e
protocolos padronizados para consolidar a eficácia dessa intervenção.