TCC2025

A AVALIAÇÃO DE BIOMARCADORES NA IDENTIFICAÇÃO E PROGNÓSTICO DO CHOQUE SÉPTICO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Dados do documento

Autor(es)
Ana Carolina Montenegro Rego; Maíse Soares Lopes Reis; Mariane Fernandes Salvino Pereira
Orientador(es)
José Jairo Teixeira da Silva
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
26 de junho de 2026
Nome do curso
Não informado
Nome da Unidade
Afya Jaboatão
Palavras-chave
Choque séptico. Biomarcadores. Detecção precoce. Prognóstico.

Resumo

O choque séptico é uma síndrome grave, multifatorial de elevada mortalidade, que representa um desafio global, especialmente em países subdesenvolvidos, devido às limitações diagnósticas e terapêuticas. Diante disso, os biomarcadores vêm sendo estudados como ferramentas promissoras para identificação precoce, estratificação de gravidade e prognóstico. O objetivo deste trabalho é avaliar, por meio de uma revisão integrativa, a efetividade dos biomarcadores na detecção e prognóstico do choque séptico em comparação aos métodos tradicionais. Para isto foi realizada uma busca nas bases MEDLINE, Science Direct, LILACS e SCIELO utilizando os descritores (“Septic Shock” OR “Choque Séptico”) AND (“Biomarkers” OR “Biomarcadores”) AND (“Diagnosis” OR “Prognosis”), sendo incluídos artigos originais nos idiomas português, inglês e espanhol e disponíveis na íntegra.  Foram selecionados 14 artigos disponíveis na íntegra. Os resultados indicaram que biomarcadores como procalcitonina, presepsina, pentraxina-3, adrenomedulina e índices hematológicos apresentaram elevada sensibilidade na detecção precoce, enquanto modelos combinados com escores clínicos (SOFA, APACHE II, qSOFA) se mostraram mais específicos para avaliação prognóstica. Apesar do potencial clínico, a aplicabilidade dos biomarcadores em alguns países ainda é limitada devido ao custo, a falta de padronização e a heterogeneidade da infraestrutura laboratorial. Conclui-se que a integração progressiva de biomarcadores à prática clínica pode otimizar a tomada de decisão médica, reduzir mortalidade e custos hospitalares, além de representar um avanço na individualização do cuidado ao paciente séptico.