TCC2025

A COMUNICAÇÃO BIDIRECIONAL DO EIXO INTESTINO-CÉREBRO E A DISBIOSE NA FISIOPATOLOGIA DOS TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Dados do documento

Autor(es)
George Henrique Santos Vilar; Lucas Antônio Dantas Ferreira Júnior; Thiago da Silva Lima Nicácio
Orientador(es)
Roberta Cavalcanti de Almeida
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
25 de junho de 2026
Nome do curso
Não informado
Nome da Unidade
Afya Jaboatão
Palavras-chave
Transtornos mentais. Disbiose. Probióticos. Qualidade de vida.

Resumo

Objetivos: O eixo intestino-cérebro representa uma via de comunicação bidirecional fundamental entre a microbiota intestinal e o sistema nervoso central. Esta revisão sistemática tem como objetivo sintetizar as evidências de estudos primários publicados na última década sobre a associação entre disbiose intestinal e transtornos psiquiátricos em adultos, visando fundamentar o desenvolvimento de intervenções terapêuticas direcionadas  Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática seguindo as diretrizes PRISMA. A busca foi conduzida nas bases PubMed, SciELO e Science Direct por estudos primários (ensaios clínicos, coortes, caso-controle) publicados entre 2015 e 2025, nos idiomas inglês, português e alemão. Foram incluídos estudos com adultos (18–60 anos) diagnosticados com transtornos psiquiátricos conforme o DSM-5, que avaliaram a microbiota intestinal ou intervenções com probióticos/psicobióticos.  Resultados: Os achados demonstram uma associação consistente entre perfis específicos de disbiose intestinal (e.g., redução de Faecalibacterium e Bifidobacterium, aumento de Enterobacteriaceae) e a presença e gravidade de transtornos como depressão maior, ansiedade e esquizofrenia. Ensaios clínicos com probióticos, particularmente cepas de Lactobacillus e Bifidobacterium, mostraram eficácia significativa na redução de sintomas psiquiátricos.  Conclusão:  A disbiose intestinal configura-se como um fator fisiopatológico modificável e central no eixo intestino-cérebro. As evidências de estudos primários reforçam o potencial da modulação da microbiota como estratégia coadjuvante no manejo de transtornos psiquiátricos. A padronização de métodos e a realização de ensaios clínicos de largo porte são imperativas para a tradução desses achados em protocolos clínicos robustos.