TCC2025

A DIMENSÃO BIOÉTICA DO DIREITO À EDUCAÇÃO INCLUSIVA: A FIGURA DO ACOMPANHANTE TERAPÊUTICO DIANTE DA OMISSÃO ESTATAL E A VIOLAÇÃO DE PRINCÍPIOS BIOÉTICOS FUNDAMENTAIS.

Dados do documento

Autor(es)
Ítalo Enzo Cardoso de Araújo Costa; Matheus Batista Lobão Boavista
Orientador(es)
Cinthia Ayres Holanda
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
26 de agosto de 2026
Nome do curso
Direito
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Educação inclusiva. Acompanhante terapêutico. Transtorno do Espectro Autista. Bioética. Políticas públicas.

Resumo

O presente trabalho analisa criticamente a importância da designação individualizada do acompanhante terapêutico no contexto da educação pública brasileira, tomando como eixo central o direito constitucional à educação de crianças com deficiência ou transtornos do desenvolvimento, especialmente aquelas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A pesquisa parte da constatação de que, historicamente, as políticas públicas destinadas a pessoas com sofrimento psíquico foram marcadas por práticas excludentes e padronizadoras, que desconsideram as singularidades de cada sujeito e dificultam a efetivação de direitos fundamentais. Assim, define-se como problema de pesquisa compreender de que modo a atuação qualificada do acompanhante terapêutico pode contribuir para romper com lógicas institucionais de exclusão, promovendo condições reais de participação, aprendizagem e autonomia no ambiente escolar. Como objetivo principal, busca-se analisar, sob perspectiva crítica, jurídica e interdisciplinar, o papel do acompanhante terapêutico como instrumento concreto de realização da educação inclusiva, evidenciando sua função mediadora entre a subjetividade do aluno e a estrutura escolar. Para alcançar tais objetivos, adota-se como metodologia a revisão bibliográfica de referenciais teóricos da saúde mental, da bioética e do direito educacional, além da análise crítica de dispositivos legais e normativos que fundamentam a inclusão escolar. Os resultados indicam que a ausência de políticas públicas que garantam o acompanhamento terapêutico adequado compromete a efetividade dos direitos constitucionais e aprofunda desigualdades, especialmente entre crianças de famílias com menor poder aquisitivo. Conclui-se que a implementação efetiva do acompanhante terapêutico representa um instrumento essencial para assegurar igualdade de oportunidades, fortalecer práticas pedagógicas inclusivas e concretizar os princípios da dignidade humana e da justiça social no âmbito escolar.