TCC2023

A DOENÇA DE ALZHEIMER E O ESTUDO TERAPÊUTICO COM A CANNABIS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Dados do documento

Autor(es)
Goes; Arthur Andrade. Andrade; Beatriz Pacheco. Amoras; Henrique Miranda. Guimarães; Maria Eduarda Chaves
Orientador(es)
Taís Viana Lédo de Oliveira
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2023
Data de publicação
23 de outubro de 2025
Nome do curso
Medicina
Palavras-chave
Cannabis sativa. Protéina tau. Doença de Alzheimer. Tratamento Estresse Oxidativo.

Resumo

A Doença de Alzheimer (DA) é uma patologia neurodegenerativa, conhecida pelo seu alto potencial incapacitante. A fisiopatologia da DA é bastante conhecida, e consiste na acumulação de placas de amiloide-β (Aβ) no tecido cerebral e pela presença de proteína tau hiperfosforilada no interior dos neurônios, levando à inflamação cerebral e ao estresse oxidativo. No entanto, alternativas terapêuticas para esta doença continuam escassas. O presente artigo, se propõe a reunir evidências do potencial terapêutico da Cannabis sativa. A pesquisa foi realizada com artigos publicados no período de 2018 a 2023, indexados nas base de dados MEDLINE e BVS utilizando-se os seguintes descritores: alzheimer disease, treatment, Cannabis sativa. Foram encontrados 32 artigos no total e em seguida elencados 15 artigos que se encaixavam nos critérios de inclusão: artigos voltados para o uso da cannabis como tratamento para a Doença de Alzheimer. Com os presentes resultados, foram demonstradas vidências do potencial terapêutico do Canabidiol, e seu papel em reduzir o processo de neuro inflamação, deposição das glicoproteínas TAU e diminuição do estresse oxidativo, além de demonstrar um boa segurança e eficácia. Porém os estudos indicam que é necessário que, o uso da substância seja iniciada antes que a Doença de Alzheimer esteja em estado avançado para melhores resultados. Além disso é preciso mais estudos in vivo para quantificar a dosagem ideal, e minimização dos efeitos adversos, com a finalidade de obter uma nova forma de terapia definitiva contra as doenças neurodegenerativas.