TCC2025

A HEMOTRANSFUSÃO NA CIRCULAÇÃO EXTRACORPÓREA EM CIRURGIAS CARDÍACAS

Dados do documento

Autor(es)
Raiane Katlin da Costa Pires
Orientador(es)
Elaine de Aviz
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
16 de janeiro de 2026
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Hemotransfusão. Circulação extracorpórea. Patient Blood Management. Complicações pós-operatórias. Segurança transfusional.

Resumo

O estudo investigou os impactos da hemotransfusão em cirurgias cardíacas realizadas com circulação extracorpórea (CEC), destacando os riscos associados ao uso de hemocomponentes durante o procedimento. A pesquisa buscou compreender de que forma a transfusão influencia a morbimortalidade, a resposta inflamatória sistêmica e os desfechos pós-operatórios, ressaltando a necessidade de práticas transfusionais mais criteriosas. A investigação foi conduzida por meio de uma revisão integrativa da literatura, reunindo artigos publicados entre 2015 e 2025 nas bases PubMed, SciELO e Google Acadêmico. A análise contemplou estudos multicêntricos, meta-análises e ensaios clínicos que abordaram diretamente a transfusão na CEC, seus efeitos fisiopatológicos e os protocolos contemporâneos de manejo do sangue do paciente. Os resultados evidenciaram que a transfusão aumenta significativamente o risco de complicações cardiovasculares, renais, infecciosas e pulmonares. Os estudos revisados demonstraram relação direta entre o volume transfundido e a incidência de eventos adversos, incluindo maior tempo de internação, reoperações e mortalidade precoce e tardia. Também se observou que a imunomodulação induzida por sangue alogênico contribui para maior suscetibilidade a infecções. Por outro lado, estratégias restritivas e programas de Patient Blood Management (PBM) mostraram-se eficazes em reduzir riscos, custos hospitalares e exposição desnecessária ao sangue. Concluiu-se que a hemotransfusão na CEC deve ser conduzida com rigor, embasamento científico e avaliação individualizada, sendo considerada uma intervenção de exceção. A adoção de práticas restritivas e de estratégias de PBM melhora a segurança transfusional, otimiza a recuperação do paciente e reduz a morbimortalidade associada ao procedimento.