A HEMOTRANSFUSÃO NA CIRCULAÇÃO EXTRACORPÓREA EM CIRURGIAS CARDÍACAS
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Resumo
O estudo investigou os impactos da hemotransfusão em cirurgias cardíacas realizadas com circulação extracorpórea (CEC), destacando os riscos associados ao uso de hemocomponentes durante o procedimento. A pesquisa buscou compreender de que forma a transfusão influencia a morbimortalidade, a resposta inflamatória sistêmica e os desfechos pós-operatórios, ressaltando a necessidade de práticas transfusionais mais criteriosas. A investigação foi conduzida por meio de uma revisão integrativa da literatura, reunindo artigos publicados entre 2015 e 2025 nas bases PubMed, SciELO e Google Acadêmico. A análise contemplou estudos multicêntricos, meta-análises e ensaios clínicos que abordaram diretamente a transfusão na CEC, seus efeitos fisiopatológicos e os protocolos contemporâneos de manejo do sangue do paciente. Os resultados evidenciaram que a transfusão aumenta significativamente o risco de complicações cardiovasculares, renais, infecciosas e pulmonares. Os estudos revisados demonstraram relação direta entre o volume transfundido e a incidência de eventos adversos, incluindo maior tempo de internação, reoperações e mortalidade precoce e tardia. Também se observou que a imunomodulação induzida por sangue alogênico contribui para maior suscetibilidade a infecções. Por outro lado, estratégias restritivas e programas de Patient Blood Management (PBM) mostraram-se eficazes em reduzir riscos, custos hospitalares e exposição desnecessária ao sangue. Concluiu-se que a hemotransfusão na CEC deve ser conduzida com rigor, embasamento científico e avaliação individualizada, sendo considerada uma intervenção de exceção. A adoção de práticas restritivas e de estratégias de PBM melhora a segurança transfusional, otimiza a recuperação do paciente e reduz a morbimortalidade associada ao procedimento.