A HISTÓRIA DA PSIQUIATRIA PIAUIENSE: OS AVANÇOS E DESAFIOS DA SAÚDE MENTAL
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Resumo
Introdução: A assistência psiquiátrica no estado do Piauí teve seu início realizado por freiras nas Santas Casas de Misericórdia, um trabalho missionário e precário, mas que podia assistir uma boa parcela da população. Anos de transformações, mudanças de modelos assistências e reformas políticas marcam a história da psiquiatria piauiense e que este presente estudo veio apresentar. Os pacientes carregavam adjetivos pesados e pejorativos, onde via-se claramente toda a tortura e desumanidade, mas após anos de batalha conquistaram o direito de uma assistência digna garantida. Desse modo, a questão norteadora é: Quais os avanços e desafios da psiquiatria piauiense? Objetivos: Analisar os avanços e desafios da psiquiatria piauiense, caracterizar os participantes quanto às variáveis: sexo, idade, formação e construir um referencial teórico utilizando uma linha temporal da história da psiquiatria piauiense do século XX até a reforma psiquiátrica. Método: Trata-se de um estudo do tipo exploratório-descritivo com abordagem qualitativa realizada por meio de entrevistas semiestruturadas. Os participantes do estudo foram onze profissionais de saúde e gestores que vivenciaram a história da psiquiatria piauiense no período de 1940 aos dias atuais. Os dados foram coletados nos meses de setembro e outubro de 2022 utilizando um instrumento de coleta contendo perguntas sobre os avanços e desafios da psiquiatria piauiense. Após transcrição das entrevistas, os dados qualitativos foram organizados segundo análise temática de Minayo. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário - UNINOVAFAPI pelo CAAE n° 62041922.6.0000.5210. Resultado e discussão: Obteve-se 11 entrevistados do sexo feminino com idade entre 27 a 62 anos onde pontuaram que os principais avanços da psiquiatria estavam voltados à construção de CAPS, reforma psiquiátrica e humanização do atendimento. Logo, os desafios são pautados no preconceito enraizado aos pacientes, profissionais e instituição que a sociedade ainda carrega, a falta de integralidade da rede assistencial e a completa falta de interesse dos gestores em investirem em políticas públicas. Conclusão: Por fim, a psiquiatria Piauiense avançou bastante no desenvolvimento de uma atenção psiquiátrica humanizada, pautada nos princípios do SUS, respeitando o indivíduo e integrando uma rede de assistência biopsicossocial. Assim, a política de saúde mental de âmbito nacional estabelece-se de forma diferente a território estadual e que sua funcionalidade depende de um conjunto multifatorial. Sejam eles históricos, econômicos, políticos, sociais e culturais. Espera-se que este estudo possibilite novas reflexões e discussões sobre a importância de estabelecer uma assistência à saúde mental de forma qualificada e a necessidade de avançar no cuidado integral e humanizado voltado aos pacientes com transtornos mentais, e demonstre a necessidade de pesquisas que venham a abordar sobre a importância da qualificação dos programas voltados para a atenção à saúde mental.