A IMPORTÂNCIA DO MANEJO MULTIDISCIPLINAR NA SÍNDROME DE MILLER FISHER ASSOCIADA A ENCEFALITE DE BICKERSTAFF – UM RELATO DE CASO
Dados do documento
Resumo
Introdução: A síndrome de Miller Fisher, uma variante benigna da síndrome de Guillain-Barré, caracterizada por oftalmoplegia extrínseca, ataxia cerebelar e arreflexia profunda, pode se associar à encefalite de Bickerstaff, e constitui uma patologia que precisa de cuidados intensivos e multidisciplinares. Objetivos: Relatar a evolução clínica e terapêutica de um paciente com síndrome de Miller-Fisher, encefalite de Bickerstaff e outras complicações, para discutir suas particularidades na terapia intensiva, a partir da análise de um caso do ano de 2015. Metodologia: Este trabalho consiste em um relato de caso, com revisão narrativa de artigos, cujas informações e dados contidos foram obtidos por meio da leitura e revisão atenciosa do prontuário, entrevista com o paciente e registro fotográficos dos exames complementares, com devidas autorizações e assinaturas do termo de consentimento. Relato de caso: É um relato de caso do ano de 2015 de uma paciente adulta do sexo feminino que desenvolveu a síndrome de Miller Fisher após infecção pelo Zika Vírus, apresentando, também, encefalite de Bickerstaff. Foi tratada com imunoglobulina venosa no contexto de terapia intensiva apoiada, por uma equipe multidisciplinar capacitada para condução do caso, apresentando boa resposta à proposta terapêutica. Conclusões: O tratamento para síndrome de Miller-Fisher, quando indicado, não deve ser adiado, devido ao alto potencial de complicações. Para a abordagem adequada do paciente, é importante que haja equipe multidisciplinar para condução do caso, além de tratamento farmacológico ou não farmacológico, ambos modificadores de doença.