TCC2022

A INCONSTITUCIONALIDADE DA TESE DO MARCO TEMPORAL PARA DEMARCAÇÃO DE TERRAS INDÍGENAS: A DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO N° 1.017.365

Dados do documento

Autor(es)
Amanda Hellen de Sousa Santos; Elisaldo Alves da Silva Júnior; Jacqueline Araújo Sousa
Orientador(es)
Macell Cunha Leitão
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2022
Data de publicação
15 de novembro de 2022
Nome do curso
Direito
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Inconstitucionalidade. Direito Fundamental. STF. Marco Temporal. Indígenas. RE 1017365.

Resumo

O presente artigo tem como objetivo analisar a constitucionalidade da tese do Marco Temporal indígena e seus impactos, por meio do Recurso Extraordinário n° 1.017.365/SC do Supremo Tribunal Federal. Para isso, a princípio, utilizou-se a pesquisa bibliográfica com o objetivo de esclarecer o que seria a tese do Marco Temporal e sua origem por meio do julgamento do caso Raposa do Sol. Posteriormente, foi realizada pesquisa documental com a análise minuciosa do presente Recurso Extraordinário, seu trâmite e contexto, bem como a apresentação dos argumentos que norteiam o parecer da Advocacia-Geral da União, que defende a constitucionalidade da tese do Marco Temporal com base na interpretação da expressão “ocupam” presente no art. 231, caput da Carta Magna. Por fim, realizou-se a junção de ambas pesquisas, bibliográfica e documental, para analisar e argumentar o posicionamento do STF pela institucionalidade diante da demanda jurídica. Ao final, conclui-se que, de fato, a tese do Marco Temporal indígena fere direitos fundamentais garantidos na Constituição Federal, ademais, esta tese gera impactos sem precedentes aos povos indígenas nos âmbitos cultural, territorial, político e social, impossibilitando, ainda mais, o acesso desses povos aos seus direitos.