TCC2019

A INDEPENDÊNCIA DO HAITI: 1789-1804 EM UMA VISÃO NÃO-EUROCÊNTRICA REFLEXÃO SOBRE O IMPACTO DAS MEDIDAS REVOLUCIONÁRIAS NA COLÔNIA

Dados do documento

Autor(es)
Victor Hugo Santos Cardoso Borba
Orientador(es)
Maria Eugênia
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2019
Data de publicação
16 de junho de 2025
Nome do curso
Não informado

Resumo

Para introduzir uma proposta de crítica à Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, o cenário da Revolução de São Domingos é o melhor local para ser usado como um exemplo a ser analisado e pensado. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão é um documento da Revolução Francesa que defendia os direitos individuais de cada cidadão dentro das dependências do Império, portanto, em sua colônia no Caribe que diga-se de passagem era a colônia mais lucrativa sob seus domínios, culminou entre seus cidadãos do povo negro livre um sentimento de esquecimento da Metrópole para com a Colônia, uma vez que seus colonos donos de terra não respeitavam esse direito garantido pelo atual governo Francês. A burguesia negra da colônia, em sua grande maioria, a princípio não se manifestavam contra o Império com medo de perderem seus privilégios, que também eram garantidos na legislação revolucionária posta em prática no ano de 1789 no pós-revolução, porém devido a esse processo de inferiorização dos afroamericanos ainda que fossem considerados da mesma classe social, os burgueses brancos franceses não os consideravam como tais. No livro “Haiti: cultura, poder e desenvolvimento” de Marcelo Grondim que é referência bibliográfica para este trabalho, nos mostra que a grande burguesia branca da colônia apoiava os revolucionários, porém apesar de trazer mais autonomia à eles, havia um descontentamento e isso começou a fomentar um desejo de independência entre a burguesia branca, enquanto entre os negros apenas alguns tiveram coragem de se posicionar e exigir seus direitos políticos na colônia. No campo, entre os escravos o sentimento revolucionário já existe inerente ao desejo de escapar, porém, nada podiam fazer a não ser seguir os quilombolas em seus levantes e planos de retaliação. Nos Quilombos, um movimento já se tomava forma, os líderes religiosos incentivavam, não pelos direitos apenas, mas sim também pela liberdade de seu povo que era explorado por todas as Américas. O primeiro processo de independência de um país negro se iniciava apenas para reivindicar aquilo que os franceses presavam, Igualdade, Liberdade e Fraternidade. Para quem?