TCC2025

A LEI CAROLINA DIECKMANN E OS DESAFIOS JURÍDICOS NA REPRESSÃO AOS CRIMES DE INVASÃO DE DISPOSITIVOS ELETRÔNICOS NO BRASIL.

Dados do documento

Autor(es)
Harthur Vieira Loiola; Mateus do Santos Souza; Herbson Silva Marques Júnior
Orientador(es)
Geilson Silva Pereira
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
21 de janeiro de 2026
Nome do curso
Direito
Nome da Unidade
Afya Parnaíba
Palavras-chave
Lei Carolina Dieckmann. Crimes cibernéticos. Privacidade. Direito Digital. Invasão de dispositivos eletrônicos. LGPD.

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo analisar a Lei nº 12.737/2012, conhecida como

Lei Carolina Dieckmann, investigando seus fundamentos, limitações e desafios na repressão

aos crimes de invasão de dispositivos eletrônicos no Brasil. A pesquisa, de natureza qualitativa

e teórica, fundamenta-se em revisão bibliográfica e documental, abordando aspectos jurídicos,

sociais e tecnológicos que envolvem a proteção da privacidade e a efetividade da legislação

penal no ambiente digital. O estudo busca compreender como o avanço tecnológico tem

impactado o Direito Penal e a necessidade de atualização normativa frente à crescente

complexidade dos delitos cibernéticos.

Além disso, o trabalho analisa as implicações da lei para os direitos fundamentais,

especialmente a privacidade, a intimidade e a liberdade de expressão, destacando as tensões

existentes entre segurança pública e garantias constitucionais. Observa-se que, diante da

aceleração tecnológica, o Estado enfrenta dificuldades para harmonizar a repressão penal com

a proteção dos direitos individuais, o que exige políticas públicas e instrumentos normativos

mais eficazes. Nesse sentido, a pesquisa propõe reflexões sobre a importância da

interdisciplinaridade entre Direito, tecnologia e políticas de segurança digital.

Os resultados obtidos demonstram que, embora a Lei Carolina Dieckmann represente

um marco jurídico relevante para a tutela da dignidade humana no ambiente virtual, sua

aplicação prática ainda é limitada. As lacunas legais, a deficiência estrutural das investigações

e a ausência de cooperação internacional efetiva dificultam o enfrentamento dos delitos

cibernéticos. Assim, torna-se necessária a atualização legislativa contínua, aliada à capacitação

técnica dos operadores do Direito e à criação de estratégias nacionais integradas de combate

aos crimes digitais.

Conclui-se que a efetividade da Lei Carolina Dieckmann depende da cooperação entre

Estado, sociedade e comunidade jurídica, de modo a promover um ambiente digital mais

seguro, ético e equilibrado entre liberdade e responsabilidade. O estudo contribui para o

fortalecimento do Direito Digital brasileiro, ao reforçar a importância de um ordenamento

jurídico apto a acompanhar as transformações tecnológicas e a garantir a proteção dos direitos

fundamentais no ciberespaço.