TCC2022

A MATERNIDADE E A MULHER: UM OLHAR PSICANALÍTICO

Dados do documento

Autor(es)
Maria Izabel Ramos de Almeida
Orientador(es)
Camilla Paiva Silva Crespo
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2022
Data de publicação
20 de novembro de 2022
Nome do curso
Psicologia
Nome da Unidade
Afya Itaperuna

Resumo

O presente estudo teórico tem como objetivo verificar o que leva a mulher a desejar a maternidade a partir da lógica da constituição de sujeito para a psicanálise, especificamente em Freud e Lacan. Para alcançar o objetivo proposto apresenta de forma sucinta alguns conceitos freudianos acerca da feminilidade e parte do avanço que Lacan realizou a partir da obra de Freud através dos autores contemporâneos que se debruçam sobre a teoria lacaniana. O trabalho se constitui de dois principais capítulos e um terceiro capítulo que traz a conclusão acerca do lugar da maternidade na vida da mulher. No primeiro capítulo é apresentado brevemente o contexto histórico da maternidade no Ocidente, desde a antiguidade até a contemporaneidade, com o intuito de ter uma visão sobre a maternidade nos diferentes momentos. No segundo capítulo busca-se averiguar a perspectiva da psicanálise sobre a feminilidade, tanto no que se refere à obra de Freud quanto à de Lacan. Freud entende a maternidade como uma solução fálica para o Complexo de castração, visto que o filho é o objeto fálico equivalente ao órgão masculino. Lacan, não delimitou apenas a lógica fálica, ele também se propôs a pensar sobre a lógica não-toda. Através dessa outra lógica há a perspectiva do Outro gozo, complementar ao gozo fálico, representando a posição feminina que diverge a posição histérica, em que a única forma de gozo é sendo o falo para o Outro ou sendo mãe, ou seja, ter um filho que equivale ao substituto fálico. Essa modalidade de gozo – a saber o Outro gozo - fez Lacan afirmar que toda mulher é não toda, ou seja, não toda direcionada pelo gozo fálico e, portanto, A Mulher não existe. O último capítulo apresenta o lugar da maternidade na vida da mulher referido na lógica fálica de Freud e a lógica não-toda de Lacan. A maternidade se diverge, nas duas concepções, pautada na busca pela equivalência do objeto fálico em Freud e na possibilidade de dois gozos concedidos à mulher em Lacan.