Dissertações2024

A OCORRÊNCIA E FATORES DE RISCO DOMICILIARES PARA QUEDAS EM IDOSOS PERTENCENTES A UMA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA.

Dados do documento

Autor(es)
Lizia Daniela; Silva Nascimento
Orientador(es)
Gerardo Vasconcelos Mesquita
Tipo do documento
Dissertações
Ano de publicação
2024
Data de publicação
29 de junho de 2015
Nome do curso
Mestrado
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Idoso. Acidente por queda. Domicílio.

Resumo

As quedas representam um grave problema de saúde pública com implicações diretas para a qualidade de vida e o bem-estar da população idosa. Elas têm elevado custo econômico e social e podem decorrer de um ou diversos fatores associados às alterações fisiológicas inerentes ao processo de envelhecimento, além das condições ambientais. Este trabalho teve por objetivo descrever a ocorrência e os riscos domiciliares para quedas que envolvem o idoso na Estratégia Saúde da Família. Trata-se de um estudo observacional transversal. Participaram do estudo 188 idosos do conjunto habitacional Planalto Uruguai, no Bairro Vale Quem Tem, em Teresina-PI. Os dados foram coletados utilizando um formulário sobre aspectos sociodemográficos e características das quedas sofridas, a Escala de Equilíbrio de Berg (EEB), o Timed Up and Go (TUG) test e um checklist sobre fatores de risco domiciliares para quedas. Os resultados obtidos demonstraram o predomínio de idosos do sexo feminino (66%); na faixa etária de 60 e 70 anos (54,3%); casados (53,7%) e residindo com filhos somente (38,8%). Dentre os fatores de risco domiciliares mais encontrados podem ser citados o piso escorregadio (70,7%) e níveis diferentes no chão do banheiro (64,9%). Dos participantes, 49,5% sofreram queda no último ano; 78,2% não apresentam risco de quedas de acordo com a EEB, enquanto 71,3% apresentam médio risco de quedas, segundo TUG test. Foram encontradas relações estatisticamente significativas (p<0,05) entre sexo, faixa etária, estado civil e a EEB, bem como entre sexo e faixa etária e o TUG test. Quanto aos fatores de risco domiciliares, verificou-se associações com significância entre pisos descolados, fios elétricos no chão, cadeira favorita imprópria, calçados ou objetos no chão e níveis diferentes no chão do banheiro e a EEB e entre chão escorregadio e calçados ou outros objetos no chão e o TUG test, todas com p<0.05. A pesquisa evidenciou uma elevada prevalência de quedas na população estudada, demonstrando que a faixa etária acima de 80 anos e o sexo feminino são os que apresentam maior risco. Somente 18,3% dos participantes sofreram consequência mais severa, no caso a fratura, que pode resultar em complicações graves à saúde do idoso, inclusive levando-o a morte. É necessário, portanto, que políticas públicas efetivas para prevenção de quedas sejam implementadas junto à população, orientando sobre fatores de risco, tanto fisiológicos como domiciliares, a fim de evitar esse tipo de acidente e suas reincidências. Deste modo, as seqüelas, que repercutem de forma negativa, principalmente na capacidade funcional do idoso, serão minimizadas, aumentando, assim, a qualidade de vida dos que envelhecem.