TCC2025

A REINCIDÊNCIA PENAL EM RELAÇÃO ÀS POLÍTICAS DE RESSOCIALIZAÇÃO: DESAFIOS E LIMITAÇÕES

Dados do documento

Autor(es)
Beatriz Passos Mendes
Orientador(es)
Thaís Silva Alves Galvão
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
08 de março de 2026
Nome do curso
Direito
Nome da Unidade
Afya Parnaíba
Palavras-chave
Reincidência penal. Ressocialização. Sistema prisional. Políticas públicas. Direitos humanos.

Resumo

A reincidência penal no Brasil constitui um grave desafio à efetividade das políticas de ressocialização e à função social da pena. O sistema prisional, marcado pela superlotação, pela precariedade estrutural e pela ausência de programas eficazes de reintegração, tem se mostrado incapaz de promover a reeducação e a inclusão social dos apenados. O objetivo geral da pesquisa é investigar os problemas da reincidência penal no Brasil, avaliando a relação entre os fatores que a influenciam e a eficácia das políticas de ressocialização. Os objetivos específicos são: analisar os fatores determinantes da reincidência penal no Brasil; identificar a eficácia e limitações das políticas de ressocialização; relatar as estratégias para o aprimoramento das políticas de ressocialização e suas limitações. A pesquisa adota uma metodologia qualitativa, com base em revisão bibliográfica e análise documental, legislações, relatórios do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN). Essa abordagem permitiu compreender a reincidência como um fenômeno multifatorial, influenciado por aspectos sociais, econômicos e institucionais. Os resultados evidenciam que as políticas de ressocialização brasileiras apresentam graves limitações, especialmente pela falta de investimentos em educação, qualificação profissional e apoio psicossocial aos egressos. A comparação com modelos internacionais, como os da Noruega e Alemanha, revelou que sistemas mais humanizados e integrativos são mais eficazes na redução da reincidência. Conclui-se que o enfrentamento desse problema requer ações intersetoriais, ampliação dos programas de reintegração social e mudança estrutural no sistema prisional, priorizando a dignidade humana e a inclusão social como fundamentos para a efetiva ressocialização e redução da reincidência penal.