TCC2023

A RELAÇÃO ENTRE O METABOLISMO DA VITAMINA D E CASOS DE ABORTO ESPONTÂNEO

Dados do documento

Autor(es)
Amanda de Freitas Martins Lopes; Carolina Silva Villon
Orientador(es)
Natália de Morais Cordeiro
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2023
Data de publicação
21 de julho de 2025
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Vitamina D. Aborto espontâneo. Deficiência de vitamina D. 25-hidroxivitamina D. IL-17.

Resumo

Casos de insuficiência ou deficiência de vitamina D em mulheres grávidas têm se tornado cada vez mais comuns no cenário contemporâneo. Estudos têm avaliado uma possível relação entre a condição de hipovitaminose D e a ocorrência de abortos espontâneos. Para que sua forma ativa seja atingida, a vitamina D conta com a ação do gene CYP27B1, que converte a 25(OH)D em 1,25(OH)2D, possibilitando sua ligação ao seu receptor VDR. Por ser um micronutriente funcional a nível sistêmico, quando em declínio, pode causar desequilíbrios imunológicos, favorecendo a secreção de interleucinas pró-inflamatórias, como a IL-17, que contribuem para a má implantação do feto. 120 mulheres, dentre elas: grávidas e não gravidas com histórico normal de gestações anteriores e outras com histórico de perdas gestacionais (PG), participaram de um estudo onde foram dosados os níveis de 25(OH)D e CYP27B1. Os resultados demonstraram que pacientes com PG apresentaram níveis de 25(OH)D e CYP27B1 menores, quando comparados com grávidas normais. Além disso, um estudo realizado em 2017 encontrou diminuição de 25(OH)D e aumento das IL-23 e IL-17 em amostras deciduais de mulheres com histórico de aborto espontâneo recorrente. Foi realizada uma pesquisa integrativa da literatura e concluiu-se que é imprescindível a realização prévia da quantificação da vitamina D em mulheres que pretendem engravidar ou que tiveram gravidez inesperada, e suplementá-las quando houver necessidade, especialmente no primeiro trimestre de gestação, visando o bem-estar fetal e a permanência dessa gestação.