TCC2026

A RESPONSABILIDADE CIVIL DAS PLATAFORMAS DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL EMPREGADAS COMO SUPORTE AO DIAGNÓSTICO MÉDICO

Dados do documento

Autor(es)
Ana Livia Moreira de Mello Lima; Felipe Santiago do Vale Paiva; Flávia Alves Rosa
Orientador(es)
Iracema Rebeca de Medeiros Fazio
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
01 de setembro de 2026
Nome do curso
Direito
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Responsabilidade Civil. Inteligência Artificial. Erro Médico. Erro de Diagnóstico.

Resumo

O presente estudo analisa a responsabilidade civil do médico diante da utilização da inteligência artificial no diagnóstico clínico, à luz do ordenamento jurídico brasileiro. Parte-se da compreensão de que a responsabilidade médica possui natureza subjetiva, exigindo a comprovação de culpa nas modalidades de negligência, imprudência ou imperícia. Nesse contexto, a inserção de sistemas de inteligência artificial na prática médica, embora proporcione avanços significativos na precisão e agilidade dos diagnósticos, introduz novos desafios quanto à previsibilidade das decisões e à delimitação dos agentes responsáveis por eventuais danos ao paciente. A pesquisa enfrenta a atuação da inteligência artificial como ferramenta de apoio à decisão médica, destacando que sua utilização não substitui o julgamento clínico do profissional, que permanece como responsável pela decisão final. Analisase, ainda, a problemática da “caixa preta” dos algoritmos, que dificulta a compreensão do processo decisório dos sistemas, bem como os impactos dessa característica na atribuição de responsabilidade civil. Discute-se, também o erro de diagnóstico médico, analisando os seus aspectos conceituais, as suas causas e os seus impactos jurídicos e assistenciais decorrentes. Além disso, examinam-se os parâmetros para a responsabilização civil nos casos de erro diagnóstico envolvendo o uso de inteligência artificial, considerando a atuação dos diferentes agentes envolvidos, como profissionais de saúde, instituições e desenvolvedores de tecnologia. Conclui-se que a inteligência artificial deve ser compreendida como instrumento de apoio à atividade médica, exigindo do profissional atuação diligente, crítica e ética, de modo a garantir a proteção do paciente e a segurança jurídica.