TCC2025

A RESSOCIALIZAÇÃO DOS EGRESSOS CONFORME A LEP E A PERSPECTIVA DA REDUÇÃO DE DANOS

Dados do documento

Autor(es)
Denize Pereira Silva; Ivan Vieira Caldas Júnior; Keila Silva Veras
Orientador(es)
Jefferson Cicero de Mesquita Soares
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
22 de janeiro de 2026
Nome do curso
Direito
Nome da Unidade
Afya Parnaíba
Palavras-chave
Ressocialização. Egressos do Sistema Prisional. Lei de Execução Penal. Redução de Danos.

Resumo

O presente artigo aborda as dificuldades e limites enfrentados no processo de ressocialização dos egressos no sistema prisional brasileiro, destacando a perspectiva da redução de danos na execução penal frente às limitações da reintegração social. Dessa forma, o objetivo geral desse trabalho é: analisar as limitações da ressocialização dos egressos no sistema prisional brasileiro, com destaque na abordagem da redução de danos na execução penal. Enquanto os objetivos específicos são: i) apresentar o sistema prisional brasileiro no contexto da execução penal, com base nos fundamentos legais, suas finalidades e funções; ii) identificar os mecanismos de auxílio dos egressos segundo a LEP; e iii) examinar a bibliografia sobre a ressocialização na prática com o viés da redução de danos. O trabalho fundamenta-se em autores como Foucault (1997), que analisa a prisão como instrumento de controle social; Bittencourt (2021), que discute as falhas estruturais do sistema penal; e Roig (2016), que propõe uma visão crítica dos direitos humanos e da função ressocializadora do Estado. A pesquisa também se apoia em documentos legais como a Constituição Federal de 1988 e a Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984). Por sua vez, a metodologia utilizada foi uma pesquisa bibliográfica com abordagem qualitativa, utilizando-se de obras doutrinárias, artigos científicos e documentos institucionais. Nos resultados, ao analisar as finalidades e funções do cárcere, constatamos que, embora a legislação estabeleça bases para uma execução penal humanizada, na prática prevalecem condições que dificultam a verdadeira ressocialização. No exame da LEP, identificamos que seu propósito ressocializador esbarra em desafios e limites estruturais como superlotação. Assim, na prática, os egressos enfrentam estigma e vigilância social contínua, substituindo o controle prisional por uma exclusão silenciosa, uma discrepância entre os objetivos declarados na LEP do sistema prisional brasileiro e sua realidade cotidiana. Diante disso, a abordagem da redução de danos propõe ações que, mesmo sem eliminar todas as falhas do sistema, busca reduzir o sofrimento e promover reinserção social de forma mais humanizada e realista. Assim, o trabalho sugere que pesquisas futuras abordem empiricamente a utilização dessa abordagem.