A SOLIDÃO DA MULHER PRETA
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Resumo
A preferência por mulheres brancas em relação a mulheres pretas, enquanto escolha como potenciais parcerias afetivas e sexuais, vem da ideia de que as mulheres pretas são preteridas por uma construção social pautada no racismo estrutural e em fatores históricos e sociais. Este artigo tem como objetivo entender como a mulher preta é atravessada em seus relacionamentos afetivos e sexuais perpassados pelo racismo estrutural brasileiro levando-a à solidão. Como referencial teórico principal foram utilizados para abordar o fenômeno da solidão da mulher preta, estudos que incluem a perspectiva teórica e metodológica e enfatiza a produção contemporânea de autoras feministas negras, interseccionais e brasileiras. Deste modo, foi abordado, de maneira breve, um panorama sobre a construção social da mulher preta e incidências coloniais, que propiciaram uma série de especificidades e precariedades no campo da afetividade. Foi realizada uma pesquisa qualitativa com o intuito de melhor compreender, tanto a profundidade dos fenômenos estudados, quanto aos sujeitos, comportamentos e percepções relacionados a eles. Buscou-se abordar de maneira breve um panorama sobre a construção social da mulher preta perpassada pelo racismo estrutural tendo como consequência, experiências de solidão. Foram utilizadas entrevistas individuais, verbalizadas, semiestruturadas, dando maiores possibilidades de o pesquisador buscar informações que julgar pertinente ao problema de pesquisa em questão. Concluiu-se que a solidão da mulher preta tem sua origem no racismo estrutural, no estereótipo criado para a mulher preta pela sociedade e pelo histórico social em que os pretos foram inseridos através da escravidão.