A VIDA NA FINITUDE: UM OLHAR PSICANALÍTICO PARA PACIENTES PALIATIVOS
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Resumo
O presente estudo buscou compreender a importância da escuta psicanalítica na Rede de Assistência a Saúde, para pacientes com um diagnóstico que ameaça a continuidade da vida e que se encontram sob cuidados paliativos. O trabalho justifica-se, pois, existe ainda hoje, a amortização da pessoa, reduzindo-a ao diagnóstico médico e desconsiderando a subjetividade e angústia do sujeito no processo de morte e morrer. Na psicanálise, Freud apresenta conceitos e norteadores para lidar com a morte, ressaltando a importância de falar sobre ela, de modo que possamos aprender a lidar com o processo de morrer, promovendo qualidade de vida para o sujeito adoecido e seus familiares. Para a pesquisa, incialmente seriam realizadas entrevistas com pacientes do centro de tratamento oncológico e a partir da negativa da instituição, construiu-se um trabalho voltado para a importância da promoção de autonomia do sujeito adoecido, com apoio de pesquisa de referenciais teóricos e estudos de psicanálise de Sigmund Freud; cuidados paliativos e psicologia hospitalar de Cicely Saunders; Conceitos de Morte e morrer de Kübler-Ross; práticas médicas de cuidados paliativos de Ana Cláudia Quintana e psicanálise em contexto hospitalar de Elaine Azevedo. Por fim, entende-se que o dispositivo de escuta operado na abordagem da psicanálise, pode promover qualidade de vida e opera como um facilitador do processo de morte e morrer para pacientes e familiares.