ABORDAGEM DA DOENÇA DE CHAGAS: INVESTIGAÇÃO DO VETOR, MECANISMOS DE TRANSMISSÃO E ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO EM PORTO VELHO
Dados do documento
Resumo
No Brasil, a Doença de Chagas é uma das doenças crônicas mais preocupantes, afetando entre 1,2 e 3 milhões de pessoas, sendo a quarta principal causa de morte por doenças infecto-parasitárias em indivíduos acima de 45 anos. Este estudo investigou a presença de vetores da Doença de Chagas e estratégias de prevenção em Porto Velho, com foco na relevância da doença e em suas principais vias de transmissão, como o consumo de alimentos contaminados, especialmente o açaí. A pesquisa adotou uma abordagem quantitativa-descritiva, utilizando captura ativa e passiva de triatomíneos com o envolvimento de moradores locais, sob licença nº 52260-1 do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O período de coleta foi de agosto de 2023 a novembro de 2024, realizadas em locais próximos as matas na região urbana. Durante este tempo ocorreram quatro coletas ativas e três passivas. Nas coletas ativas não houve captura de indivíduos, já nas coletas passivas foram capturados três triatomíneos, todos negativos para Trypanosoma cruzi. As espécies encontradas foram Rhodnius stali, R. montenegrensis e R. robustus. A baixa presença de vetores pode estar associada à sazonalidade, queimadas frequentes e características desfavoráveis do ambiente urbano para a proliferação desses insetos. Além disso, foi realizado uma campanha nas redes sociais com o intuito de ampliar a conscientização da população sobre a prevenção da doença, alcançou 1.617 contas entre setembro e outubro de 2024, somando-se o total de 49 dias de publicação, sendo as redes sociais ferramentas eficazes para promover a conscientização e mobilizar a sociedade. A pesquisa reforça a necessidade de investigações contínuas para monitorar o impacto das mudanças ambientais na transmissão da Doença de Chagas e destaca a importância de ações educativas para engajar a população na prevenção.