TCC2025

ABORDAGEM DA EQUIPE DE ENFERMAGEM FRENTE A NEGATIVA FAMILIAR NO PROCESSO DE DOAÇÕES DE ORGÃOS E TECIDOS

Dados do documento

Autor(es)
Graziele Lais da Silva; Josiane Pinheiro Botelho
Orientador(es)
Douglas Roberto Guimarães Silva
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
09 de dezembro de 2025
Nome do curso
Enfermagem
Palavras-chave
Acolhimento familiar. Cuidados de enfermagem. Morte encefálica. Relação profissional-família. Transplante de tecidos e órgãos.

Resumo

A recusa das famílias em autorizar a doação de órgãos de seus familiares é o maior empecilho na execução de transplantes no Brasil e representa um entrave à realização dos transplantes, em conjunto com outros problemas, como falha na identificação e notificação dos potenciais doadores, bem como o elevado índice de contraindicação clínica à doação, resultando em um número elevado de indivíduos na lista de espera. Este estudo tem como objetivo os cuidados de enfermagem em relação à recusa da doação de órgãos e tecidos. Seu objetivo geral é apresentar as abordagens de enfermagem para reduzir a recusa de doação de órgãos e tecidos pelas famílias dos potenciais doadores, além de estabelecer metas específicas. Esta pesquisa bibliográfica foi realizada por meio de uma abordagem teórica-descritiva. A busca foi realizada na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) utilizando as bases de dados Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Base de Dados Bibliográficas (BDENF-Enfermagem) e na Biblioteca Eletrônica Científica Online (SCIELO). O estudo identificou que alguns fatores estão diretamente relacionados à recusa familiar diante da doação. Nesse contexto, destacam-se estratégias da equipe de enfermagem que podem amenizar essas barreiras, como a comunicação clara e empática aliada à escuta ativa ao longo de toda a internação. Também se mostra essencial acolher os familiares, oferecer orientações sobre o diagnóstico de morte encefálica, facilitar visitas na UTI e realizar a abordagem de forma sensível e adequada. A presença do enfermeiro em cada fase do processo de doação de órgãos e tecidos reforça sua importância não apenas na assistência ao potencial doador, mas também no acolhimento às famílias. Esse cuidado próximo e sensível torna-se fundamental para garantir um atendimento mais humano em um momento marcado por dor e tomada de decisões complexas.