Dissertações2018

AÇÕES DE PROFISSIONAIS DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA NA DETECÇÃO DA DOENÇA RENAL CRÔNICA EM PACIENTES HIPERTENSOS.

Dados do documento

Autor(es)
Ana Paula Rodrigues Melo
Orientador(es)
Gerardo Vasconcelos Mesquita
Tipo do documento
Dissertações
Ano de publicação
2018
Data de publicação
23 de julho de 2014
Nome do curso
Mestrado
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Saúde da Família. Prevenção. Doença renal crônica. Atenção Primária.

Resumo

A Doença Renal Crônica (DRC) é um problema de saúde pública mundial que tem preocupado a comunidade científica internacional. Um de seus fatores de risco é a hipertensão arterial sistêmica. O diagnóstico e tratamento, em nível de atenção primária, que se materializam por intermédio de ações dos profissionais de saúde na Estratégia Saúde da Família (ESF), ainda se mostram tímidos. Esse estudo teve como objetivo geral investigar as ações de profissionais, médicos e enfermeiros da ESF na detecção de Insuficiência Renal Crônica (IRC) em pacientes hipertensos. Especificamente, pretendeu-se descrever o perfil socioprofissional de médicos e enfermeiros da ESF na atenção ao paciente hipertenso; verificar o conhecimento desses profissionais sobre o diagnóstico da DRC e sua relação com a hipertensão arterial; categorizar as ações práticas realizadas pelos profissionais na detecção de insuficiência renal em pacientes hipertensos; relatar as dificuldades descritas por médicos e enfermeiros da ESF na detecção de insuficiência renal em pacientes hipertensos; elaborar uma cartilha de orientações destinada àqueles que cuidam do hipertenso, com o intuito de promover a detecção da DRC. Nessa perspectiva, trata-se de uma pesquisa descritiva com abordagem quantitativa, realizada com 156 profissionais, médicos e enfermeiros da ESF de Teresina – Piauí. Visando a subsidiar teoricamente essa pesquisa, foram utilizados autores como: Mendes, Arroyo (2011); Albalate (2010); Bastos, Bregman e Kirsztajn (2011), entre outros. Os dados foram coletados a partir de um formulário que abordava aspectos relacionados ao perfil socioprofissional, bem como às ações de diagnóstico da DRC. Para análise estatística dos dados, utilizou-se o software SPSS, versão 19.0. Os resultados indicaram que 78% dos profissionais são do sexo feminino; 54,5% são enfermeiros; o tempo de formação profissional foi de nove anos para 46% dos médicos e para 41% dos enfermeiros; o tempo de atuação profissional foi de seis anos para médicos e enfermeiros; em torno de 80% dos profissionais supracitados possuem especialização. Ademais, entre os médicos, 45% referiram calcular o clearence de creatinina em pacientes hipertensos, e 81% deles referenciariam o paciente, apresentando redução leve/moderada do clearence de creatinina em nível secundário. Quanto aos enfermeiros, 31% reconheceram o paciente hipertenso de risco em nível secundário. Os profissionais de saúde, médicos e enfermeiros, relataram dificuldades na detecção de insuficiência renal em paciente hipertenso de risco, sendo o sistema de referência e contra referência uma delas. Portanto, o diagnóstico da doença renal na ESF ainda é um desafio, mesmo com diretrizes já estabelecidas. Faz-se necessário nesse cenário que os profissionais de saúde, médicos e enfermeiros da ESF aprimorem as ações de detecção e prevenção da DRC em pacientes hipertensos, por meio de cursos de capacitação. Desse modo, o diagnóstico dessa doença, em nível primário de atenção, mediante ações desses profissionais, ainda representa um entrave para o seu enfrentamento.