TCC2025

ADESÃO AO USO DE PROTETOR SOLAR EM JOVENS ADULTOS: REVISÃO DE LITERATURA

Dados do documento

Autor(es)
Karlene de Andrade dos Santos
Orientador(es)
Luciana de Andrade Agostinho
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
29 de junho de 2025
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Itaperuna

Resumo

A compreensão das barreiras e motivações que influenciam a fotoproteção em jovens adultos é essencial, pois esse grupo acumula grande parte da exposição solar ao longo da vida. Identificar esses fatores contribui para ações preventivas mais eficazes, reduz a incidência de câncer de pele e favorece hábitos de saúde duradouros desde a juventude. O câncer de pele é o tumor maligno mais frequente no Brasil, e sua prevenção depende, em grande parte, de comportamentos de fotoproteção, entre os quais o uso regular e correto do protetor solar desempenha papel central. O objetivo desta revisão de literatura foi analisar os fatores associados à adesão ao uso de protetor solar entre jovens adultos. As palavras-chave utilizadas foram: sunscreen, sun protection, sunblock, adherence, compliance, usage, behavior, young adults, college students e university students, pesquisadas nas bases PubMed e SciELO, incluindo estudos publicados entre 2015 e 2025 que abordavam comportamentos de fotoproteção, barreiras, facilitadores e intervenções educativas em participantes de 18 a 30 anos. Entre os estudos analisados, observou-se que, embora exista conhecimento sobre os riscos da radiação ultravioleta (UV), a adesão ao uso regular de protetor solar permanece baixa. Homens (menos de 40%), jovens ingressantes e indivíduos com menor escolaridade apresentam maior vulnerabilidade, enquanto mulheres (68%), estudantes da área da saúde (70%) e participantes expostos a campanhas educativas ou intervenções digitais demonstram maior adesão. Estratégias digitais e multimídia mostraram-se eficazes para aumentar a proteção solar e estimular o autoexame da pele, embora a manutenção desses comportamentos a longo prazo ainda constitua um desafio. Além disso, a ausência de informações sobre o perfil dermatológico dos participantes permanece uma lacuna relevante na literatura. Dessa forma, programas educativos contínuos, campanhas públicas e intervenções digitais personalizadas mostram-se essenciais para consolidar hábitos de fotoproteção e reduzir o risco futuro de câncer de pele entre jovens adultos. Estudos brasileiros adicionais são necessários para aprimorar a compreensão do comportamento de fotoproteção nessa população.