ALEITAMENTO MATERNO VERSUS ALEITAMENTO ARTIFICIAL E SUA INFLUÊNCIA NA OBESIDADE INFANTIL: ANÁLISE DE PRONTUÁRIOS
Dados do documento
Resumo
A obesidade infantil tem se tornado uma preocupação crescente no mundo todo, impulsionada por práticas alimentares inadequadas desde os primeiros anos de vida, como pela utilização de fórmulas lácteas e por conta da baixa taxa de aleitamento materno exclusivo. Diversos estudos mostram que a amamentação pode reduzir significativamente o risco de obesidade, com seus benefícios aumentando quanto maior for a duração. Este estudo busca entender como a alimentação nos primeiros dois anos de vida impacta a prevalência de obesidade infantil, utilizando o Índice de Massa Corporal (IMC) e o escore z pediátrico, como parâmetros de avaliação nutricional. A pesquisa foi realizada na clínica de pediatria do Centro Universitário São Lucas, em Porto Velho/Rondônia, analisando prontuários de crianças de 2 a 6 anos entre janeiro de 2022 e dezembro de 2023. Após a aprovação ética, foram coletados 1391 prontuários, dos quais 834 foram avaliados e esses dados foram organizados em planilhas e analisados estatisticamente, 557 prontuários foram excluídos por apresentar algum dos critérios de exclusão indicados na pesquisa. Entre as crianças participantes desse estudo e com risco de sobrepeso, sobrepeso e obesidade, o aleitamento materno exclusivo mostrou-se protetor ao comparar com outras formas de alimentação. Esses achados ressaltam a importância da amamentação na prevenção do excesso de peso na infância, corroborando a literatura existente.