ALTERAÇÕES ELETROCARDIOGRÁFICAS EM PACIENTES PÓS-COVID 19
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Resumo
A infecção por SARS-CoV-2 tem sido associada a manifestações sistêmicas variadas, incluindo importantes repercussões cardiovasculares. Entre essas, destacam-se as alterações eletrocardiográficas (ECG) observadas no período pós-COVID-19, dada sua relevância clínica e prognóstica. Este estudo realizou uma revisão integrativa da literatura, contemplando publicações entre 2020 e 2024, nas bases SciELO, PubMed, Google Scholar e LILACS. Utilizaram-se termos específicos combinados por operadores booleanos. Foram incluídos estudos com relatos de alterações eletrocardiográficas em indivíduos com infecção confirmada por COVID-19. A amostra final compreendeu 20 estudos, predominantemente coortes retrospectivas. As alterações mais frequentes foram supradesnivelamento de ST, fibrilação atrial, inversão da onda T e taquicardia sinusal. Algumas dessas alterações, como o ST elevado e a fibrilação atrial, estiveram associadas a estados inflamatórios graves e maior mortalidade, especialmente em pacientes hospitalizados. Por outro lado, alterações como taquicardia sinusal e bloqueios de ramo mostraram evolução benigna e resolução espontânea em muitos casos. Os mecanismos fisiopatológicos sugeridos envolvem inflamação sistêmica, disfunção endotelial, trombose e hipóxia. Diante disso, recomenda-se o uso rotineiro do ECG no acompanhamento de pacientes pós-COVID-19, considerando sua acessibilidade e baixo custo. A detecção precoce e a interpretação adequada das alterações eletrocardiográficas podem contribuir para a prevenção de desfechos fatais e para o aprimoramento da conduta clínica.