TCC2025

ALTERAÇÕES ELETROCARDIOGRÁFICAS EM PACIENTES PÓS-COVID 19

Dados do documento

Autor(es)
Gabriela Aparecida Canaan Carvalho; Matheus Junqueira de Seixas
Orientador(es)
Larissa Mirelle de Oliveira Pereira
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
30 de junho de 2025
Nome do curso
Medicina
Palavras-chave
Eletrocardiograma. COVID-19. Complicações cardíacas. Prognóstico. Alterações isquêmicas.

Resumo

A infecção por SARS-CoV-2 tem sido associada a manifestações sistêmicas variadas, incluindo importantes repercussões cardiovasculares. Entre essas, destacam-se as alterações eletrocardiográficas (ECG) observadas no período pós-COVID-19, dada sua relevância clínica e prognóstica. Este estudo realizou uma revisão integrativa da literatura, contemplando publicações entre 2020 e 2024, nas bases SciELO, PubMed, Google Scholar e LILACS. Utilizaram-se termos específicos combinados por operadores booleanos. Foram incluídos estudos com relatos de alterações eletrocardiográficas em indivíduos com infecção confirmada por COVID-19. A amostra final compreendeu 20 estudos, predominantemente coortes retrospectivas. As alterações mais frequentes foram supradesnivelamento de ST, fibrilação atrial, inversão da onda T e taquicardia sinusal. Algumas dessas alterações, como o ST elevado e a fibrilação atrial, estiveram associadas a estados inflamatórios graves e maior mortalidade, especialmente em pacientes hospitalizados. Por outro lado, alterações como taquicardia sinusal e bloqueios de ramo mostraram evolução benigna e resolução espontânea em muitos casos. Os mecanismos fisiopatológicos sugeridos envolvem inflamação sistêmica, disfunção endotelial, trombose e hipóxia. Diante disso, recomenda-se o uso rotineiro do ECG no acompanhamento de pacientes pós-COVID-19, considerando sua acessibilidade e baixo custo. A detecção precoce e a interpretação adequada das alterações eletrocardiográficas podem contribuir para a prevenção de desfechos fatais e para o aprimoramento da conduta clínica.