TCC2026

ALTERAÇÕES NEUROENDÓCRINAS E REPERCUSSÕES NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL NA SÍNDROME DE CUSHING: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Dados do documento

Autor(es)
Geraldo Alves da Silva Neto; João Evandro de Sousa Sena; Renan Sousa Silva
Orientador(es)
Antônio Gomes da Silva Neto
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
08 de setembro de 2026
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Síndrome de Cushing. Doença de Cushing. Hipercortisolismo. Sistema Nervoso Central. Neuropsiquiatria.

Resumo

A Síndrome de Cushing corresponde ao conjunto de manifestações clínicas decorrentes da exposição crônica ao excesso de cortisol, enquanto a Doença de Cushing representa uma etiologia específica da síndrome, caracterizada por hipercortisolismo ACTH-dependente secundário a adenoma hipofisário produtor de ACTH. Essa distinção conceitual é essencial para interpretar adequadamente as repercussões sistêmicas, neurológicas e psiquiátricas do hipercortisolismo. O presente estudo teve como objetivo descrever as alterações neuroendócrinas e suas repercussões sobre o sistema nervoso central associadas à Síndrome de Cushing, com ênfase na Doença de Cushing quando os estudos avaliavam especificamente pacientes com adenoma corticotrófico. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, desenvolvida com base nas diretrizes PRISMA e na estratégia PICo, com artigos indexados nas bases de dados PubMed e na Biblioteca Virtual em Saúde, publicados entre 2020 e 2026. Foram incluídos estudos que abordassem hipercortisolismo endógeno, alterações cerebrais, manifestações cognitivas, sintomas psiquiátricos, diagnóstico ou tratamento relacionados à Síndrome de Cushing e/ou à Doença de Cushing. Os resultados demonstraram associação entre hipercortisolismo crônico e déficits de memória, atenção, função executiva, humor e qualidade de vida, além de alterações estruturais e funcionais, como redução do volume hipocampal, atrofia cortical, alterações na substância branca e mudanças na conectividade cerebral. Parte dessas alterações pode persistir mesmo após o tratamento e a remissão bioquímica. Conclui-se que a Síndrome de Cushing, especialmente em sua forma hipofisária, exerce impacto relevante sobre o sistema nervoso central, exigindo diagnóstico precoce, controle hormonal adequado e acompanhamento multidisciplinar.