AMPLIAÇÃO DA ELUCIDAÇÃO ACERCA DAS DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS POR MEIO DA ATUALIZAÇÃO DAS SUAS ABORDAGENS TERAPÊUTICAS
Dados do documento
Resumo
Introdução: As doenças que decorrem de desordens inflamatórias de caráter crônico ou agudo
e afetam o trato gastrointestinal formam um grupo patológico heterogêneo denominado
Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), tendo como principais representantes são a Doença de
Crohn (DC) e a Retocolite Ulcerativa (RCU). No Brasil, as DIIs são consideradas doenças
emergentes, com poucos dados e informações que possam delimitar factualmente o cenário que
se coloca. Dessa forma, é necessário pensar as DIIs como um problema de saúde pública no
Brasil e no mundo, configurando-se como um grupo de doenças complexo e cheio de nuances
que devem ser cada vez mais investigados e discutidos no contexto acadêmico, a fim de fornecer
embasamento teórico para a prática plena da Medicina baseada em evidências. Objetivo:
Apontar e descrever as principais atualizações em relação às diretrizes terapêuticas das Doenças
Inflamatórias Intestinais (DII). Metodologia: Este estudo trata-se de uma revisão sistemática
da literatura sobre terapias para Doença de Crohn (DC) e Colite Ulcerativa (CU), com base em
Guias de Prática Clínica (GPC). A pesquisa foi realizada nas bases BVS, PubMed, SciELO e
Lilacs, utilizando descritores em português, inglês e espanhol, combinados com operadores
booleanos. Foram incluídos estudos publicados nos últimos dez anos, que abordassem o
tratamento das Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) conforme diretrizes reconhecidas, e
excluídos trabalhos indisponíveis na íntegra, relatos de caso isolados e publicações que não
fossem revisões, ensaios clínicos ou meta-análises. A seleção dos artigos foi feita por dois
revisores independentes, com desempate por um terceiro revisor. Os dados extraídos incluíram
informações dos autores, tipo de estudo, intervenções terapêuticas, recomendações dos GPCs,
resultados e conclusões. A avaliação metodológica dos estudos foi conduzida por meio das
ferramentas Cochrane e AMSTAR. A síntese dos dados foi qualitativa, focada nas abordagens
terapêuticas e recomendações dos GPCs para DC e CU. Resultados e Discussão: Os resultados
reforçam a importância da atualização constante das práticas clínicas, destacando o impacto dos
avanços na biotecnologia e medicina personalizada no manejo das DIIs. As terapias biológicas,
como imunomoduladores e anticorpos monoclonais, mostraram alta eficácia na remissão de
casos moderados a graves. A personalização do tratamento, baseada em perfis genéticos e
moleculares, surge como um diferencial, apesar de ainda enfrentar desafios como alto custo e
necessidade de infraestrutura. Estratégias complementares, como Nutrição Enteral Exclusiva,
probióticos e transplante de microbiota fecal, mostraram-se promissoras em subgrupos de
pacientes. Persistem, contudo, obstáculos como a acessibilidade às terapias inovadoras e a
uniformização das diretrizes. A adesão ao tratamento depende de abordagens que integrem
suporte emocional e acompanhamento contínuo. Conclusão: O estudo conclui pela importância
da individualização do cuidado e da atuação interdisciplinar, destacando a necessidade de
políticas públicas e investimentos em pesquisa para garantir acesso equitativo às terapias mais
eficazes, contribuindo para melhores desfechos clínicos e qualidade de vida dos pacientes com
DIIs.