TCC2025

AMPLIAÇÃO DA ELUCIDAÇÃO ACERCA DAS DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS POR MEIO DA ATUALIZAÇÃO DAS SUAS ABORDAGENS TERAPÊUTICAS

Dados do documento

Autor(es)
Luma de Alencar Bezerra; Maysa Maria Portela Martins Brito Passos
Orientador(es)
José Lopes Pereira Júnior
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
18 de janeiro de 2026
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Parnaíba
Palavras-chave
Doença de Crohn. Colite Ulcerativa. Guia de Prática Clínica.

Resumo

Introdução: As doenças que decorrem de desordens inflamatórias de caráter crônico ou agudo

e afetam o trato gastrointestinal formam um grupo patológico heterogêneo denominado

Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), tendo como principais representantes são a Doença de

Crohn (DC) e a Retocolite Ulcerativa (RCU). No Brasil, as DIIs são consideradas doenças

emergentes, com poucos dados e informações que possam delimitar factualmente o cenário que

se coloca. Dessa forma, é necessário pensar as DIIs como um problema de saúde pública no

Brasil e no mundo, configurando-se como um grupo de doenças complexo e cheio de nuances

que devem ser cada vez mais investigados e discutidos no contexto acadêmico, a fim de fornecer

embasamento teórico para a prática plena da Medicina baseada em evidências. Objetivo:

Apontar e descrever as principais atualizações em relação às diretrizes terapêuticas das Doenças

Inflamatórias Intestinais (DII). Metodologia: Este estudo trata-se de uma revisão sistemática

da literatura sobre terapias para Doença de Crohn (DC) e Colite Ulcerativa (CU), com base em

Guias de Prática Clínica (GPC). A pesquisa foi realizada nas bases BVS, PubMed, SciELO e

Lilacs, utilizando descritores em português, inglês e espanhol, combinados com operadores

booleanos. Foram incluídos estudos publicados nos últimos dez anos, que abordassem o

tratamento das Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) conforme diretrizes reconhecidas, e

excluídos trabalhos indisponíveis na íntegra, relatos de caso isolados e publicações que não

fossem revisões, ensaios clínicos ou meta-análises. A seleção dos artigos foi feita por dois

revisores independentes, com desempate por um terceiro revisor. Os dados extraídos incluíram

informações dos autores, tipo de estudo, intervenções terapêuticas, recomendações dos GPCs,

resultados e conclusões. A avaliação metodológica dos estudos foi conduzida por meio das

ferramentas Cochrane e AMSTAR. A síntese dos dados foi qualitativa, focada nas abordagens

terapêuticas e recomendações dos GPCs para DC e CU. Resultados e Discussão: Os resultados

reforçam a importância da atualização constante das práticas clínicas, destacando o impacto dos

avanços na biotecnologia e medicina personalizada no manejo das DIIs. As terapias biológicas,

como imunomoduladores e anticorpos monoclonais, mostraram alta eficácia na remissão de

casos moderados a graves. A personalização do tratamento, baseada em perfis genéticos e

moleculares, surge como um diferencial, apesar de ainda enfrentar desafios como alto custo e

necessidade de infraestrutura. Estratégias complementares, como Nutrição Enteral Exclusiva,

probióticos e transplante de microbiota fecal, mostraram-se promissoras em subgrupos de

pacientes. Persistem, contudo, obstáculos como a acessibilidade às terapias inovadoras e a

uniformização das diretrizes. A adesão ao tratamento depende de abordagens que integrem

suporte emocional e acompanhamento contínuo. Conclusão: O estudo conclui pela importância

da individualização do cuidado e da atuação interdisciplinar, destacando a necessidade de

políticas públicas e investimentos em pesquisa para garantir acesso equitativo às terapias mais

eficazes, contribuindo para melhores desfechos clínicos e qualidade de vida dos pacientes com

DIIs.