ANÁLISE DA CODIFICAÇÃO GENÉTICA DA RESISTÊNCIA DE TELURITO DE POTÁSSIO EM ENTEROBACTÉRIAS ISOLADAS DO AMBIENTE HOSPITALAR
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Resumo
Este trabalho analisa a presença de genes associados à resistência ao telurito de potássio em Enterobacterales isoladas do ambiente hospitalar, com foco na detecção de determinantes genéticos vinculados à tolerância ao telurito e sua possível relação com perfis de multirresistência a antimicrobianos (a maioria das cepas foram resistente a cefalosporina de terceira geração e, também à gentamicina; marcadores bem importantes na virada do século XX. O estudo parte da questão-problema: Enterobacterales presentes em ambiente hospitalar carregam genes do cluster ter e determinantes relacionados capazes de favorecer resistência ao telurito e, possivelmente, conferir vantagem adaptativa? Para responder a essa questão, foram avaliadas cepas previamente isoladas, submetidas à extração de DNA à amplificação por PCR com primers específicos para os genes do cluster ter e genes tehAB, além da determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM) frente ao telurito de potássio. Os resultados indicaram possível variabilidade (fenotípica e genotípica) dos genes terB, terE e terZ. Obtivemos indicações de amplificação destes em algumas cepas, enquanto outras apresentaram produtos de amplificação para apenas tehA e tehB ou não exibiram amplificação gênica, com tolerância variável ao telurito (CIM entre ≤1 μg/mL e 128 μg/mL). A ocorrência de amplicons divergentes dos padrões descritos para E.coli O157:H7 (enterohemorrágica) sugere homologia gênica e plasticidade estrutural dentro do cluster ter. Conclui-se que as cepas de Enterobacterales hospitalares estudadas que apresentam diversidade genética relacionada à resistência ao telurito, reforçando a relevância do monitoramento molecular e da compreensão de mecanismos de resistência associados ao telurito (metais) e ao estresse oxidativo para a vigilância microbiológica em ambientes clínicos