ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DA COVID- 19 EM PARTOS PREMATUROS: REVISÃO INTEGRATIVA
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Resumo
Em 11 de fevereiro de 2020 a Organização Mundial de Saúde (OMS) denominou uma nova doença, Coronavírus 19 (COVID-19) e sendo declarada a pandemia em março de 2020. A COVID-19 é causada por Coronavírus 2 de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS- CoV-2). Gestantes foram suscetíveis a desenvolver um quadro clínico mais grave. A COVID-19 se relaciona a desfechos maternos e fetais adversos, incluindo admissão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), cesariana, sofrimento fetal e parto prematuro. Esta revisão integrativa teve como objetivo identificar os fatores que contribuem para que gestantes com COVID-19 evoluam para parto prematuro. Foram seguidos os critérios propostos pelo Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA), a partir de publicações cientificas encontradas nas bases de dados Science Direct, PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS/MEDLINE), direcionada com o auxílio dos descritores “preterm birth”, “premature birth labor”, “pregnancy” e “coronavirus infection”, verificados no Descritores em Ciências da Saúde. Foram eleitos os seguintes critérios de inclusão: responder a pergunta principal, artigos publicados entre os anos de 2019 e 2021 e nos idiomas inglês e português. Como resultados o estudo contou com uma amostra de 10 artigos que preencheram os critérios de inclusão, sendo que os estudos deveriam apresentar fatores de risco que influenciassem a progressão do parto prematuro em gestantes infectadas por COVID-19. Conclui-se, portanto, que um conjunto de fatores podem desencadear o parto prematuro, como a infecção por SARS-CoV-2 no terceiro trimestre da gestação, comorbidades, a coinfecção bacteriana, hipoxemia placentária, coagulopatias, transtornos mentais e iatrogênia. No entanto, é necessário estudos com uma população maior para homogeneizar os resultados.
Palavras-chave: Contágio do coronavírus, Gravidez, Nascimento prematuro e Parto prematuro.