TCC2023

ANÁLISE DA MORBIDADE POR HPV ANTES E APÓS IMPLEMENTAÇÃO DA VACINAÇÃO NO BRASIL: UM ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO

Dados do documento

Autor(es)
Rebeca Mirellle Noronha Lima; Illana Maria Lages Silva; Francisco Vinnicius Monteiro Gomes
Orientador(es)
Gilberto Portela Silva
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2023
Data de publicação
16 de janeiro de 2024
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Parnaíba
Palavras-chave
Papiloma Vírus Humano. Colo de Útero. Vacinação.

Resumo

INTRODUÇÃO: As infecções genitais por papilomavírus humano (HPV) são transmitidas, principalmente, por relações sexuais desprotegidas. Em mulheres, relaciona-se ao câncer de colo de útero (CCU) – quarto tipo de câncer mais comum nesse público. Desde 2014, o Programa Nacional de Imunização implantou a vacina quadrivalente contra o HPV, tendo como público-alvo, atualmente, meninos e meninas de 9 e 14 anos e pessoas de 9 a 45 anos com condições clínicas especiais. OBJETIVO: Analisar o comportamento da morbidade por HPV antes e após o início da vacinação no Brasil. METODOLOGIA: Este estudo é do tipo observacional, descritivo, analítico, retrospectivo e de abordagem quantitativa, com coleta de dados no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. Coletou-se o número de casos de CCU no Brasil e nas regiões nos períodos pré e pós-vacinação, bem como as doses de vacinas contra HPV aplicadas e os valores gastos com a patologia. RESULTADOS: No período pré-vacinal, a taxa de morbidade do Brasil e das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste foram, respectivamente, 88/100.000 habitantes, 56,9/100.000, 86,6/100.000, 88,2/100.000, 133,4/100.000 e 79,5/100.000, enquanto no período pós-vacinal foram 80,2/100.000, 71,7/100.000, 77,6/100.000, 83,6/100.000, 106,4/100.000 e 74,2/100.000, respectivamente. DISCUSSÃO: Dados da pesquisa revelaram que a taxa de morbidade por CCU no período pré e pós-vacinal é bem variável, ocorrendo aumento na região Norte e diminuição no Brasil e demais regiões. Observou-se, ainda, que a região Sul ultrapassa de forma acentuada o padrão da média de morbidade nacional, ao passo que no intervalo analisado essa taxa diminui em aproximadamente 20%. CONCLUSÃO: Observou-se redução da prevalência de morbidade por HPV no Brasil, sugerindo que as estratégias de prevenção, como a vacina, têm gerado um impacto positivo ao longo dos anos. Entretanto, divergindo das demais regiões, a taxa de morbidade da região Norte aumentou no período pós-vacinal, mesmo apresentando a maior cobertura vacinal.