ANÁLISE DA MORTALIDADE MATERNA NO ESTADO DO PARÁ NO PERÍODO DE 2013 A 2018
Dados do documento
Resumo
O objetivo foi analisar as causas da mortalidade materna no estado do Pará no período de 2013 a 2018, além de avaliar a Razão de Mortalidade Materna do período de acordo com o ano de ocorrência e a localidade e identificar quais regionais de saúde ocorreram maiores registros de óbitos. É um estudo tipo descritivo, retrospectivo e quantitativo realizado no estado do Pará. Os dados foram coletados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), sendo classificados por ano de ocorrência e por regional de saúde do estado. Os dados foram analisados pelo teste de normalidade de Shapiro-Wilk, utilizando o método estatístico paramétrico Teste t de Student para aquelas com distribuição normal e o teste Qui-quadrado para aquelas com distribuição não normal. Ocorreram 701 óbitos maternos no período, de mulheres em idade fértil de 10 a 49 anos. Foram descartados 29 óbitos maternos considerados tardios, sendo considerado a amostra de 672 óbitos maternos. A regional de saúde com maior prevalência de óbitos foi a Metropolitana I com 152 óbitos (22,6%), com RMM de 79,99. O ano de 2017 foi o de maior incidência de óbitos, 129 (19,2%), com RMM de 93,01. As principais causas identificadas as foram contrações iniciais inadequadas: outras formas de inércia uterina 38 (5,7%), eclampsia na gravidez 36 (5,4%), e outras doenças e afecções especificadas complicando a gravidez, o parto e o puerpério 32 (4,8%). As mortes maternas podem ser evitadas ou diminuídas com ações de profissionais qualificados e uma gestão eficaz.