TCC2024

ANÁLISE DA PREVALÊNCIA E DO PERFIL DAS CARDIOPATIAS CONGÊNITAS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BRASIL ENTRE 2000 E 2022

Dados do documento

Autor(es)
Daniel Simões Barbosa de Souza; Maíra da Silva Coelho; Rafaela Rocha de Souza
Orientador(es)
Brenda de Jesus Moraes Lucena Barros
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2024
Data de publicação
28 de novembro de 2024
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Adolescentes. Brasil. Cardiopatias Congênitas. Crianças. Epidemiologia.

Resumo

INTRODUÇÃO: As cardiopatias congênitas (CC) são anomalias que estão presentes desde o nascimento e afetam a estrutura e a função do coração, constituindo o grupo mais comum de anomalias congênitas. Este estudo tem como objetivo analisar a prevalência e o perfil das cardiopatias congênitas em crianças e adolescentes no Brasil, entre 2000 e 2022.METODOLOGIA: Trata-se de um estudo epidemiológico retrospectivo e descritivo, com abordagem quantitativa, no qual será analisado a prevalência e o perfil epidemiológico das cardiopatias congênitas no Brasil, a partir de dados coletados por meio da base do Departamentode Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), no período de 2000 a 2022. RESULTADOS: No período de 2000 a 2022, no Brasil, foram registrados 67.258.947 nascidos vivos, em que os nascidos com CC corresponderam a 0,0562%. A região Sudeste registrou o maior número de casos, com 65%, enquanto a região Norte obteve a menor prevalência, com 3,15%. Dos nascidos vivos com CC, 72,4% são a termo, enquanto que 26,9% são pré-termo. Houve maior prevalência do sexo masculino, sendo estes 52,4%. A idade materna, no momento do parto, mais observada foi a faixa que varia entre 30 e 34 anos, totalizando 23% dos casos. A cor/raça branca foi a mais prevalente entre os nascidos com CC, compreendendo 54,3%. Analisando os dados obtidos por cardiopatia congênita no mesmo período, observou-se a ocorrência de 1.833.462 óbitos entre crianças e adolescentes, sendo 4,5% desses óbitos por algum tipo de CC. A região Sudeste registrou o maior número de óbitos, com 39,1%. É importante ressaltar que 84% de todos os óbitos ocorreram em menores de 1 ano. Considerando o sexo, 53,5% das mortes ocorreram em indivíduos do sexo masculino. CONCLUSÃO: A região Sudeste apresenta maior prevalência de casos de nascidos vivos e óbitos por cardiopatias congênitas, assim como o sexo masculino, e a cor/raça branca são os mais prevalentes entre os nascidos vivos com CC. Ademais, a faixa etária materna no momento do parto mais prevalente foi entre 30 e 34 anos, com a maior recorrência de nascidos a termo e partos cesarianos. Em relação aos óbitos por CC, verificou-se uma maior ocorrência em menores de 1 ano.