ANALISE DA QUALIFICAÇÃO E CAPACITAÇÃO DE ENFERMEIROS DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA.
Dados do documento
Resumo
O modelo de atenção básica e recursos humanos são dois componentes difíceis de discutir separadamente. A discussão em torno da formação de recursos humanos para o SUS é tão importante quanto à busca de alternativas para que os profissionais inseridos no sistema saibam enfrentar e minimizar os efeitos de sua formação inadequada e buscar meios de garantir que suas práticas atendam os desafios que estão sendo colocados para a implementação do sistema, em especial no âmbito dos municípios. O objetivo deste estudo foi analisar a qualificação e capacitação dos enfermeiros que trabalham na Estratégia Saúde da Família no município de Campo Maior-PI. Realizou-se um estudo observacional descritivo, de corte transversal, com abordagem quantitativa,no qual a amostra foi composta por 19 enfermeiros. As variáveis foram coletadas mediante formulário no período de 01 a 31 de dezembro de 2013. Os dados foram digitados no programa Microsoft Office Excel e, posteriormente importados para o programa Statistical Package for the Social Sciences – SPSS for Windows (versão 18.0). As variáveis numéricas foram organizadas levando-se em consideração os percentuais, de maneira que as categorias ficassem equiparadas. Foram realizadas análises descritivas, uni variadas e bivariadas. Os dados coletados demonstram que a maioria dos enfermeiros possuem mais de 8 anos de formação acadêmica (63,2%) e possuem alguma especialização (94,7%). Existe um percentual considerável de realização de capacitação pelos enfermeiros do município avaliado, em áreas vitais da saúde pública, pois 100% dos enfermeiros possuem capacitação em Saúde da criança- Imunização, Eliminação da Hanseníase e Controle da Tuberculose. Conclui-se que os enfermeiros buscam, por meio das capacitações oferecidas pelos órgãos competentes, a aprendizagem significativa e a possibilidade de transformar as práticas profissionais mediante uma contínua interação com a comunidade, no sentido de mobilizá-la e estimular sua participação. O estudo constatou as contribuições da educação permanente em uma ESF, como: a identificação de falhas mediante uma limitação na atuação individual de cada enfermeiro quando suas atividades são fragmentadas e divergentes do grupo pesquisado; a resolução de problemas na organização do trabalho; a possibilidade de maior integração entre equipe e comunidade e a melhora da qualidade dos serviços de saúde por meio das atividades realizadas pelos enfermeiros.