ANÁLISE DA VIA TCF-B, MMP7 E SUA CORRELAÇÃO COM NÍVEIS DOS MIR-181 A,B,C, 17 E 214 NO CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS ORAL
Dados do documento
Resumo
O carcinoma de células escamosas oral (CCEO) corresponde ao tipo histológico mais frequente nessa região e possui altas taxas de incidência e mortalidade, assim como de metástase e recidivas. Segundo a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), o câncer oral corresponde a 16° neoplasia maligna com maior incidência no mundo. No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer oral é o 5° mais frequente em homens e 12° em mulheres, constituindo dessa forma, um problema de saúde pública. Dentre os fatores associados à carcinogênese oral, encontra-se a desregulação da via de TGF-β, as alterações nos níveis de expressão das metaloproteinases de matriz (MMPs) e microRNAs (miRNAs). Os miRNAs já foram descritos como importantes reguladores da transição epitélio mesenquimal (TEM), processo que está associado à agressividade e metástase de diversos tumores. Esse estudo teve por objetivo avaliar a expressão do receptor beta 2 do fator de crescimento transformante beta (TGFBRII), da MMP7 e sua correlação com os miRNAs 181a/b/c, 17 e 214. Para isso utilizamos 12 amostras de pacientes portadores de CCEO e 11 amostras de mucosa oral normal. A expressão de TGFBRII e MMP7 foi analisada por PCR quantitativo (qPCR). Em nossa avaliação, não encontramos diferença significativa na expressão de TGFBRII e MMP7 entre CCEO e amostras normais. Não observamos correlação entre a expressão da MMP7 e os dados clínicopatológicos dos pacientes. No entanto, TGFBRII mostrou correlação com metástase em linfonodos regionais, nos pacientes CCE3 e CCE4. Além disso, TGFBRII apresentou correlação positiva com miR-181a, podendo estar associada ao papel de supressão tumoral que os dois exercem no CCEO. miR-214 apresentou correlação positiva com miR-17 e miR-181c. Porém, estudos futuros serão realizados, ampliando-se o número amostral para melhor caracterização. Dessa forma, concluímos que a correlação positiva do miR-181a com TGFBRII, demonstra a importância da regulação dessas via durante a carcinogênese oral.