TCC2022

ANÁLISE DAS COBERTURAS VACINAIS NO ESTADO DO PIAUÍ NOS ANOS DE 2011 A 2020

Dados do documento

Autor(es)
Marcos Antonio Oliveira de Almeida; Ryan Pereira da Costa Oliveira
Orientador(es)
Tatiana Vieira Souza Chaves
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2022
Data de publicação
17 de novembro de 2022
Nome do curso
Biomedicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Saúde. Vacina. Cobertura vacinal. Imunobiológicos. Doses. Doenças.

Resumo

A vacinação é uma importante estratégia preventiva de combate às doenças infecciosas, que para ser efetiva em termos de saúde individual e coletiva deve atingir a meta de vacinação estabelecida pelo PNI, a qual é de 95% da CV. Nesse sentido, o objetivo do estudo é analisar o perfil da CV da população do estado do Piauí, entre os anos de (2011-2020), como também identificar os tipos de imunizantes, as macrorregiões e regiões/territórios de saúde com maior e menor CV. Trata-se de uma pesquisa retrospectiva, com abordagem descritiva e quantitativa, na qual foi utilizada a plataforma de SINAN e DATASUS. Os resultados demonstraram que nenhum dos imunobiológicos analisados atingiu a meta de vacinação (95%) no período estabelecido (2011-2020), apenas a BCG apresentou em média (96%) de cobertura vacinal nos anos (2011-2014), demonstrando ainda pouca adesão já que o estudo avaliou 10 anos e sete imunobiológicos. Em relação a CV das macrorregiões de saúde por imunobiológico durante os anos (2011-2020), apenas a Macrorregião Meio-Norte apresentou (95,98%) de CV da vacina BCG. Nas outras macrorregiões e em relação aos outros imunobiológicos não houve alcance da meta de vacinação preconizada pelo PNI do Ministério da Saúde (95%), ressaltando ainda, a CV segundo as regiões/territórios de saúde tentando afunilar essa análise evidenciou-se, que o território da Planície Litorânea apresentou as porcentagens mais baixas de CV para cinco imunobiológicos, evidenciando uma grande vulnerabilidade da população as doenças imunopreveníveis e alertando aos gestores e aos profissionais da saúde que a atuação das ações de prevenção e vigilância em saúde estão necessitando serem melhor implementadas em prol da saúde da população. Conclui-se que estratégias como vincular o recebimento de programas de transferência de renda, como o antigo Bolsa Família, atual Auxílio Brasil ao cumprimento do calendário vacinal infantil e o fortalecimento da comunicação sobre os riscos da não vacinação e suas consequências, bem como sobre a importância da vacina para uma vida mais saudável e digna, por meio de campanhas educativas, são alternativas eficazes para maior adesão das famílias, em especial, as de baixa renda.