Dissertações2016

ANÁLISE DAS PRÁTICAS EDUCATIVAS EM SAÚDE BUCAL NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA.

Dados do documento

Autor(es)
Fabíola Girão Marques Araujo
Orientador(es)
Fabrício Ibiapina Tapety
Tipo do documento
Dissertações
Ano de publicação
2016
Data de publicação
27 de abril de 2016
Nome do curso
Mestrado
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Educação em saúde. Estratégia saúde da família. Saúde bucal.

Resumo

A educação em saúde bucal configura uma medida efetiva para prevenir, combater e até mesmo evitar que as principais doenças bucais aconteçam. Apesar disso, são poucos os estudos que investigam a realização dessas práticas na Estratégia de Saúde da Família. O objetivo deste estudo foi descrever as atividades educativas realizadas em saúde bucal no contexto da Estratégia de Saúde da Família do município de Teresina-Piauí; caracterizar o perfil profissional dos participantes do estudo, identificar, no âmbito da Saúde da Família, as dificuldades enfrentadas pelos cirurgiões-dentistas ao realizar atividades educativas em saúde bucal; verificar a existência de treinamentos ou capacitações na área de saúde bucal voltadas para educação em saúde bucal no município de Teresina; identificar o impacto das ações de educação em saúde bucal na população adstrita; verificar a disponibilidade de recursos materiais para a realização das práticas educativas; verificar se os cirurgiões-dentistas conhecem quais ações educativas devem ser realizadas, segundo as legislações existentes; elaborar um blog para auxiliar os cirurgiões-dentistas a realizar atividades educativas mais efetivas. Trata-se de um estudo exploratório, descritivo, transversal, com abordagem quantitativa realizado com cirurgiões-dentistas que exercem suas atividades na Estratégia de Saúde da Família (ESF), nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) vinculadas a uma das três Regionais de Saúde que compõem a Fundação Municipal de Saúde (FMS). A coleta dos dados ocorreu por meio de entrevista semiestruturada. Nas respostas subjetivas, os aspectos relacionados ao estudo foram quantificados. Após cálculo amostral, 90 cirurgiões-dentistas participaram do estudo. Todos afirmaram que realizavam atividades educativas em saúde bucal. Entretanto, apenas 37,6% responderam alguma atividade que configurasse atividade educativa de acordo com o estabelecido nos métodos deste estudo. Desse modo, 32,2%promovem palestras, 2,5% desenvolvem rodas de conversas, 2,1% praticam atividades lúdicas e 0,8% utilizam vídeos com os pacientes. Os dados mostram que os CD ainda confundem atividades educativas com ações preventivas. Muitos dos CD entrevistados não foram capacitados para realizar este tipo de ação, nem durante a graduação, nem posteriormente. A alta prevalência de cirurgiões-dentistas que realizam atividades educativas não implica a alta qualidade destas ações, nem em uma melhora no comportamento de autocuidado da saúde bucal da população assistida. Mesmo a maioria dos entrevistados acreditarem na qualidade de suas ações educativas, muitos não possuem uma estratégia definida para realizar essa avaliação. Faz-se necessário a implementação de estratégias de educação em saúde referentes à atenção básica. Como uma dessas estratégias, foi desenvolvido um blog para orientar sobre como realizar atividades educativas em saúde bucal, compartilhar as experiências de educação na ESF e indicar legislações para se capacitar mais no assunto.