ANÁLISE DE BIOMARCADORES EM LESÕES RENAIS: DETERMINAÇÃO DA CISTATINA C EM LESÕES INCIPIENTES E CRÔNICAS
Dados do documento
Resumo
O aparelho renal apresenta-se como um dos principais componentes homeostáticos do corpo humano, executando funções indispensáveis para o seu correto funcionamento. No entanto, diversas situações podem degenerar a função renal, afetando diretamente a Taxa de Filtração Glomerular (TFG). Dessa forma, determinados biomarcadores de lesões renais como, creatinina, ureia e albumina, são utilizados diariamente com o objetivo de diagnosticar injurias a esse órgão alvo, mas algumas vezes de forma errônea, pois esses determinantes sofrem alterações com a dieta alimentar, idade e sexo de determinados pacientes. Por esse motivo, surgiu-se a necessidade desenvolvimento de um marcador mais eficaz, sensível e específico, a Cistatina C (Cys C), que apresenta maior depuração quando comparada com os demais utilizados atualmente. Objetivo: Analisar e comparar eficácia de biomarcadores endógenos frente a detecção precoce de lesões renais. Métodos: Trata-se de uma revisão de literatura sistemática. Foram utilizados como bases de dados a Scielo (Scientific Eletronic Library Online), a Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos (PUBMED) e a Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), contemplando os seguintes Descritores em Ciências da Saúde (DECS): “Teste de Função Renal”, “Cistatina C” e “Nefrologia”, sem limitações impostas através do uso de filtros. Resultados: A partir dos estudos realizados, pode-se observar que a Cistatina C (Cys C), quando comparada aos demais marcadores de lesões renais utilizados atualmente, apresentou maior eficácia na detecção precoce desse tipo de lesão, por apresentar ritmo de produção estável e contínuo por todas as células nucleadas, e não apresentar alterações por dietas, doenças inflamatórias, tipo de sexo ou quantidade de massa muscular do paciente, mantendo sempre constante seu nível sérico. Dessa forma, nota-se que a Cys C está intimamente ligada a TFG, e caso esta reduza sua taxa, resultará em um notável aumento nos níveis deste biomarcador renal. Conclusão: Diante desse determinado estudo nota-se que a partir do uso da Cistatina C como biomarcador, é possível realizar o diagnóstico precoce de lesões renais incipientes e crônicas com menor índice de erros, permitindo um diagnóstico rápido e preciso desta problemática.