TCC2021

ANÁLISE DE BIOMARCADORES EM LESÕES RENAIS: DETERMINAÇÃO DA CISTATINA C EM LESÕES INCIPIENTES E CRÔNICAS

Dados do documento

Autor(es)
Joaquim Sátiro de Mendonça Neto; Jose Daladyer Macedo Belo Guerra; Saamec Romle Gomes de Freitas
Orientador(es)
Luan Kelves Miranda de Souza
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2021
Data de publicação
07 de fevereiro de 2021
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Parnaíba
Palavras-chave
Teste de função renal. Cistatina C. Nefrologia.

Resumo

O aparelho renal apresenta-se como um dos principais componentes homeostáticos do corpo humano, executando funções indispensáveis para o seu correto funcionamento. No entanto, diversas situações podem degenerar a função renal, afetando diretamente a Taxa de Filtração Glomerular (TFG). Dessa forma, determinados biomarcadores de lesões renais como, creatinina, ureia e albumina, são utilizados diariamente com o objetivo de diagnosticar injurias a esse órgão alvo, mas algumas vezes de forma errônea, pois esses determinantes sofrem alterações com a dieta alimentar, idade e sexo de determinados pacientes. Por esse motivo, surgiu-se a necessidade desenvolvimento de um marcador mais eficaz, sensível e específico, a Cistatina C (Cys C), que apresenta maior depuração quando comparada com os demais utilizados atualmente. Objetivo: Analisar e comparar eficácia de biomarcadores endógenos frente a detecção precoce de lesões renais. Métodos: Trata-se de uma revisão de literatura sistemática. Foram utilizados como bases de dados a Scielo (Scientific Eletronic Library Online), a Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos (PUBMED) e a Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), contemplando os seguintes Descritores em Ciências da Saúde (DECS): “Teste de Função Renal”, “Cistatina C” e “Nefrologia”, sem limitações impostas através do uso de filtros. Resultados: A partir dos estudos realizados, pode-se observar que a Cistatina C (Cys C), quando comparada aos demais marcadores de lesões renais utilizados atualmente, apresentou maior eficácia na detecção precoce desse tipo de lesão, por apresentar ritmo de produção estável e contínuo por todas as células nucleadas, e não apresentar alterações por dietas, doenças inflamatórias, tipo de sexo ou quantidade de massa muscular do paciente, mantendo sempre constante seu nível sérico. Dessa forma, nota-se que a Cys C está intimamente ligada a TFG, e caso esta reduza sua taxa, resultará em um notável aumento nos níveis deste biomarcador renal. Conclusão: Diante desse determinado estudo nota-se que a partir do uso da Cistatina C como biomarcador, é possível realizar o diagnóstico precoce de lesões renais incipientes e crônicas com menor índice de erros, permitindo um diagnóstico rápido e preciso desta problemática.