TCC2025

ANÁLISE DE CARACTERÍSTICAS SÓCIO-DEMOGRÁFICAS, CLÍNICAS E LABORATORIAIS DE PACIENTES DIAGNOSTICADOS COM LEUCEMIA PROMIELOCÍTICA AGUDA EM UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA EM HEMATOLOGIA NO RIO DE JANEIRO

Dados do documento

Autor(es)
Jullyenne Louro de Souza Homem
Orientador(es)
Thais Oliveira
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
22 de dezembro de 2025
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Leucemia Promielocítica Aguda. Perfil socio-demográfico. Perfil clínico. Perfil laboratorial. Ácido Trans-Retinóico.

Resumo

A Leucemia Promielocítica Aguda (LPA) é um subtipo raro e agressivo da Leucemia Mieloide Aguda (LMA), caracterizado pela translocação t(15;17), que resulta na fusão dos genes PML e RARA. Essa alteração leva ao bloqueio da diferenciação dos granulócitos e ao acúmulo de promielócitos na medula óssea, ocasionando manifestações clínicas como anemia, hemorragias e infecções recorrentes. Apesar de sua gravidade, a LPA apresenta elevado potencial de cura quando tratada adequadamente com ácido trans-retinóico (ATRA) e trióxido de arsênio (ATO), que promovem a diferenciação celular, a degradação do gene mutado e a remissão da doença. O presente estudo teve como objetivo analisar o perfil sócio-demográfico, clínico e laboratorial de pacientes diagnosticados com LPA atendidos em uma unidade de referência em hematologia no estado do Rio de Janeiro, entre os anos de 2015 e 2025. Para isso, foi conduzido um estudo retrospectivo, descritivo, transversal e quantitativo, baseado em registros do Sistema Administrativo de Hematologia do Hemorio (SASH). Os resultados permitiram traçar o perfil dos pacientes, destacando características demográficas, manifestações clínicas mais frequentes e laboratoriais. A análise mostrou a faixa etária mais acometida, a preferência pelo sexo, a importância do hemograma no diagnóstico precoce, além de reforçar a relevância das terapias alvo ATRA e ATO na melhora da sobrevida. Conclui-se que o conhecimento detalhado das características clínicas e laboratoriais dos pacientes com LPA é essencial para o diagnóstico rápido, a condução eficaz do tratamento e a redução da mortalidade, contribuindo para avanços no cuidado em hematologia oncológica.