ANÁLISE DE CARACTERÍSTICAS SÓCIO-DEMOGRÁFICAS, CLÍNICAS E LABORATORIAIS DE PACIENTES DIAGNOSTICADOS COM LEUCEMIA PROMIELOCÍTICA AGUDA EM UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA EM HEMATOLOGIA NO RIO DE JANEIRO
Dados do documento
Resumo
A Leucemia Promielocítica Aguda (LPA) é um subtipo raro e agressivo da Leucemia Mieloide Aguda (LMA), caracterizado pela translocação t(15;17), que resulta na fusão dos genes PML e RARA. Essa alteração leva ao bloqueio da diferenciação dos granulócitos e ao acúmulo de promielócitos na medula óssea, ocasionando manifestações clínicas como anemia, hemorragias e infecções recorrentes. Apesar de sua gravidade, a LPA apresenta elevado potencial de cura quando tratada adequadamente com ácido trans-retinóico (ATRA) e trióxido de arsênio (ATO), que promovem a diferenciação celular, a degradação do gene mutado e a remissão da doença. O presente estudo teve como objetivo analisar o perfil sócio-demográfico, clínico e laboratorial de pacientes diagnosticados com LPA atendidos em uma unidade de referência em hematologia no estado do Rio de Janeiro, entre os anos de 2015 e 2025. Para isso, foi conduzido um estudo retrospectivo, descritivo, transversal e quantitativo, baseado em registros do Sistema Administrativo de Hematologia do Hemorio (SASH). Os resultados permitiram traçar o perfil dos pacientes, destacando características demográficas, manifestações clínicas mais frequentes e laboratoriais. A análise mostrou a faixa etária mais acometida, a preferência pelo sexo, a importância do hemograma no diagnóstico precoce, além de reforçar a relevância das terapias alvo ATRA e ATO na melhora da sobrevida. Conclui-se que o conhecimento detalhado das características clínicas e laboratoriais dos pacientes com LPA é essencial para o diagnóstico rápido, a condução eficaz do tratamento e a redução da mortalidade, contribuindo para avanços no cuidado em hematologia oncológica.