ANÁLISE DE EXAMES POR IMAGEM DO CRÂNIO DE RECÉM-NASCIDOS COM MICROCEFALIA
Dados do documento
Resumo
A microcefalia tornou-se um sério problema de saúde pública, pois em 2015 foram registrados 739 novos casos, atingindo principalmente a região nordeste brasileira. Em 2016 foi comprovada relação causal entre infecção pré-natal pelo vírus Zika e a microcefalia e outras anomalias cerebrais. O objetivo do estudo é descrever as alterações dos exames por imagem de crânio dos recém-nascidos com microcefalia. A população do estudo foram os recém-nascidos com perímetro cefálico inferior a 32 cm, nascidos em Agosto de 2015 a Julho de 2016, em Teresina-PI. Os dados foram coletados do questionário de investigação de casos suspeitos de microcefalia relacionada ao vírus Zika e dos prontuários dos recém-nascidos com exames por imagem de crânio realizados. Concluiu-se através do estudo que a alteração craniana mais frequente nestes indivíduos é calcificação cerebral seguida por ventriculomegalia, além disso, percebeu-se que não houve diferença estatística significativa entre a associação do perímetro cefálico e as alterações de imagem entre aqueles que apresentaram exame normal ou não. No exame neurológico foi descrito irritabilidade em 40,63%, diminuição do tônus muscular em 3,13%, diminuição de movimentos espontâneos em 4,69%, e ausência de reflexo de sucção em 10,94%, de preensão palmar em 12,50%, de preensão plantar em 12,50%, Moro em 15,63% e Galant em 4,69%.