ANÁLISE DO IMPACTO DA VACINAÇÃO ANTI-PNEUMOCÓCICA EM CRIANÇAS DE 0 A 4 ANOS NO BRASIL NOS ÚLTIMOS 10 ANOS E O AUMENTO DA PREVALÊNCIA DE MENINGITE CAUSADA POR SOROTIPOS NÃO CONTEMPLADOS NA VACINA
Dados do documento
Resumo
INTRODUÇÃO: A meningite bacteriana aguda é uma inflamação grave das meninges e do espaço subaracnóideo. No Brasil, o pneumococo é a segunda maior causa de meningite bacteriana e as crianças de até 2 anos são as mais acometidas. A partir de 2010, a vacina conjugada 10-valente, foi disponibilizada para crianças menores de 1 ano. As manifestações clínicas são variáveis e em recém-nascidos e lactentes são mais inespecíficas. O diagnóstico de certeza é obtido por meio da análise do líquido cefalorraquidiano. O tratamento empírico recomendado é associação de vancomicina a cefalosporina de 3ª geração. MÉTODOS: Realizada revisão bibliográfica não sistemática nas plataformas Pubmed, BVS e Uptodate e coleta de dados no DataSUS com objetivo de analisar o impacto da vacinação anti-pneumocócica em crianças de 0 a 4 anos, entre os anos 2011 e 2021, no Brasil. RESULTADOS: Foram notificadas 11.577.420 internações. Os meses de maior prevalência foram entre março e julho e os anos foram 2011-2013, respectivamente. Os anos de maior prevalência foram 2015-2017. A maior cobertura vacinal ocorreu no ano de 2018 (95,25%), seguida pelos anos 2016 (95%) e 2015 (94,23%), já a menor ocorreu em 2020 (81,17%). A cobertura vacinal total no Brasil correspondeu a 88,34%. CONCLUSÃO: A cobertura vacinal está defasada considerando-se a meta, de pelo menos 95%, determinada pelo Programa Nacional de Imunizações. Pode-se inferir que é necessário intervenção dos gestores de saúde. Apesar das internações referirem-se a meningite, de um modo geral, percebe-se que uma alta cobertura vacinal se correlaciona com números menores de internação.