TCC2021

ANÁLISE DO IMPACTO DA VACINAÇÃO ANTI-PNEUMOCÓCICA EM CRIANÇAS DE 0 A 4 ANOS NO BRASIL NOS ÚLTIMOS 10 ANOS E O AUMENTO DA PREVALÊNCIA DE MENINGITE CAUSADA POR SOROTIPOS NÃO CONTEMPLADOS NA VACINA

Dados do documento

Autor(es)
Camilla Dias Rosa Salles Marcela Cristina Rodrigues de Souza
Orientador(es)
Cláudia Beatriz Oliveira Castro de Medina Coeli
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2021
Data de publicação
28 de abril de 2025
Nome do curso
Não informado

Resumo

INTRODUÇÃO: A meningite bacteriana aguda é uma inflamação grave das meninges e do espaço subaracnóideo. No Brasil, o pneumococo é a segunda maior causa de meningite bacteriana e as crianças de até 2 anos são as mais acometidas. A partir de 2010, a vacina conjugada 10-valente, foi disponibilizada para crianças menores de 1 ano. As manifestações clínicas são variáveis e em recém-nascidos e lactentes são mais inespecíficas. O diagnóstico de certeza é obtido por meio da análise do líquido cefalorraquidiano. O tratamento empírico recomendado é associação de vancomicina a cefalosporina de 3ª geração. MÉTODOS: Realizada revisão bibliográfica não sistemática nas plataformas Pubmed, BVS e Uptodate e coleta de dados no DataSUS com objetivo de analisar o impacto da vacinação anti-pneumocócica em crianças de 0 a 4 anos, entre os anos 2011 e 2021, no Brasil. RESULTADOS: Foram notificadas 11.577.420 internações. Os meses de maior prevalência foram entre março e julho e os anos foram 2011-2013, respectivamente. Os anos de maior prevalência foram 2015-2017. A maior cobertura vacinal ocorreu no ano de 2018 (95,25%), seguida pelos anos 2016 (95%) e 2015 (94,23%), já a menor ocorreu em 2020 (81,17%). A cobertura vacinal total no Brasil correspondeu a 88,34%. CONCLUSÃO: A cobertura vacinal está defasada considerando-se a meta, de pelo menos 95%, determinada pelo Programa Nacional de Imunizações. Pode-se inferir que é necessário intervenção dos gestores de saúde. Apesar das internações referirem-se a meningite, de um modo geral, percebe-se que uma alta cobertura vacinal se correlaciona com números menores de internação.