TCC2025

ANÁLISE DO MANEJO CLÍNICO DA GASTRITE FLEGMONOSA E SUA ASSOCIAÇÃO COM APRESENÇA DE STREPTOCOCCUS SPP.: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Dados do documento

Autor(es)
Ayrton Galvão de Araujo Junior; Guilherme Nunes Medeiros; Hudson Oliveira Silva
Orientador(es)
Antonione Santos Bezerra Pinto
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
06 de julho de 2025
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Parnaíba
Palavras-chave
Gastrite Flegmonosa. Resposta Imune. Estreptococos e Virulência.

Resumo

Introdução: A gastrite flegmonosa (GF) é uma condição rara causada pela penetração de bactérias, especialmente Streptococcus spp., nas paredes gástricas. Os sintomas incluem infecção, dores abdominais, febre, náuseas e vômitos, podendo evoluir para necrose gástrica ou peritonite. Má higiene bucal, disbiose e traumas podem favorecer a proliferação de bactérias patogênicas e contribuir para o desenvolvimento da GF. Objetivo: Este estudo revisa sistematicamente a literatura sobre a relação entre Streptococcus spp. e a gastrite flegmonosa, explorando sua fisiopatologia, fatores de risco, características clínicas, diagnóstico e tratamento. Materiais e Métodos: Esta revisão sistemática, realizada por três pesquisadores, examina artigos de 2004 a 2024 sobre a associação entre gastrite flegmonosa e Streptococcus spp., utilizando bases de dados como PubMed, Science Direct e EBSCO. Foram incluídos estudos que abordem a fisiopatologia, características clínicas, diagnóstico e tratamento da condição. Resultados: Foram analisados 23 artigos, 21 de bases de dados e 2 de busca manual. A maioria dos pacientes era do sexo masculino e tinha entre 41 e 60 anos. A maior parte dos estudos mostrou que os pacientes eram previamente saudáveis, não justificando o surgimento da GF. As características clínicas foram heterogêneas e inespecíficas, dificultando o diagnóstico. Streptococcus spp. foram encontrados em 56,8% dos pacientes, além de uma variedade de outros microrganismos. A antibioticoterapia variou devido à virulência dos microrganismos, destacando-se a associação de Piperacilina e Tazobactan. O tratamento não conservador foi uma alternativa para 40%, culminando com um percentual de 8% de óbitos. Conclusão: Infere-se que um maior entendimento da associação entre Streptococcus spp. e a gastrite flegmonosa pode melhorar as estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento. Estudos futuros devem focar no desenvolvimento de métodos de diagnóstico precoce e tratamentos mais eficazes, visando reduzir a mortalidade associada a esta condição rara e perigosa.Palavras-chave: Gastrite Flegmonosa, Resposta Imune, Estreptococos e Virulência.