Dissertações2021

ANÁLISE DO USO DE FOTOPROTEÇÃO EM GRUPO DE RISCO LABORAL PARA O CÂNCER DE PELE.

Dados do documento

Autor(es)
Fernanda Ayres de Morais; Silva Cardoso
Orientador(es)
Gerardo Vasconcelos Mesquita
Tipo do documento
Dissertações
Ano de publicação
2021
Data de publicação
20 de junho de 2021
Nome do curso
Mestrado
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Câncer de pele. Prevenção primária. Protetores solares.

Resumo

A incidência do câncer de pele tem aumentado mundialmente, em particular as taxas de melanoma, com aumento médio de 2,6% por ano nos últimos dez anos. O consenso existente na relação da exposição prolongada e crônica ao sol no surgimento dessas neoplasias faz com que várias ocupações com atividades expostas à radiação solar, entre elas os agentes comunitários de saúde, formem um grupo de risco para o desenvolvimento do câncer cutâneo. Esse trabalho teve como objetivo analisar a prevalência e os fatores associados ao uso de protetor solar em grupo de risco laboral para o câncer de pele. Trata-se de um estudo transversal com agentes comunitários de saúde da Estratégia de Saúde da Família de Teresina - Piauí selecionados por amostragem sistemática aleatória sem reposição. Após coleta dos dados por meio de entrevista semi-estruturada, realizou-se análise descritiva para as variáveis qualitativas, análise bivariada na verificação da associação entre o uso de fotoprotetor e as variáveis sociodemográficas, ocupacionais e conhecimento sobre a pele e, análise multivariada para verificar as variáveis independentes associadas ao uso de fotoprotetor. Foi utilizado o nível de significância de 5%. Dos 261 agentes de saúde selecionados, 243 completaram o estudo. O grupo estudado foi constituído em 70% por agentes de saúde do sexo feminino, com média de 40,1 anos e a grande maioria possuía pelo menos o ensino médio (96,7%). A prevalência do uso de protetor solar nesses indivíduos foi de 34,2% (IC95%: 28,2-40,2). Considerando que o Consenso Brasileiro de Fotoproteção preconiza o uso de fotoprotetor por todas as pessoas expostas ao sol em especial aos grupos de risco, observou-se que a prevalência encontrada foi baixa. Percebe-se que, de modo geral, essa prevalência aumenta quando há exposição intencional à radiação solar, com 69,5% dos agentes comunitários de saúde revelarem fazer uso de fotoproteção na praia/piscina. Os fatores associados ao uso da fotoproteção foram sexo feminino, faixa etária elevada, uso de protetor solar em situações que a pele ficou ardida, conhecimento dos efeitos negativos do sol sobre a pele e antecedentes de câncer de pele. Os grupos laborais expostos à radiação solar frequente deveriam apresentar uma prevalência maior do uso de fotoproteção em relação a população geral. A prevalência encontrada revela a necessidade na implementação de estratégias de educação em saúde em relação a fotoproteção. Como uma dessas estratégias, cartilhas de orientação sobre o uso adequado de protetor solar foi desenvolvida.