ANÁLISE DO USO DE PSICOTRÓPICOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE POR UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Dados do documento
Resumo
Resumo: Este estudo objetiva realizar uma revisão integrativa, de modo a descrever a prevalência do uso dos psicotrópicos na atenção primária à saúde a partir das publicações científicas sobre o tema. Utiliza-se, então, a revisão integrativa como metodologia, onde foram aplicadas as seis etapas que caracterizam esse tipo de revisão, coletando informações nas bases de dados acessíveis de acordo com os descritores: “atenção primária”, “psicotrópicos”, “prescrição médica”, num período compreendido entre 2012 e 2019, redigidas nos idiomas inglês e português, que englobam obras/artigos, periódicos e revistas, cujo tema envolve os psicotrópicos, contemplando uma amostra de 13 artigos selecionados, sendo que cada obra foi analisada de maneira rigorosa, para que houvesse a sumarização do conhecimento. A prevalência do uso do psicotrópicos na APS, teve variações, visto que a menor taxa encontrada foi de 7,3%, e a maior de 63,8%. De forma que a média brasileira da prevalência do uso dos fármacos psicotrópicos ficou entre 5,2 e 10,2%, elevando o alerta para a fármaco-dependência relacionada ao uso de benzodiazepínicos, mas também de outras classes, como antidepressivos, seguidos de agentes antiepiléticos, antipsicóticos, anorexígenos ou dopaminérgicos. O presente estudo foi capaz de delinear uma perspectiva limitada, mas que pode servir de comparativo para a realidade do uso de psicotrópicos na APS do Brasil, a fim de investigar lacunas e entraves que levaram ao cenário atual de problema de saúde pública. Para que sejam implementadas intervenções de medidas sanitárias e socioeconômicas, tornando a assistência à saúde mental na APS efetiva e promotora do bem-estar dos usuários.