TCC2024

ANÁLISE DOS EFEITOS CARDIOVASCULARES DO USO CONTÍNUO DE CREATINA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Dados do documento

Autor(es)
Antonio Carlos Brenner Marques da Silva; Luiza Maria Farias Barboza Moura Fé; Matheus Augusto Bastos de Moraes Correia
Orientador(es)
Carlos Camilo Magno de Souza
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2024
Data de publicação
19 de janeiro de 2025
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Parnaíba
Palavras-chave
Creatina. Efeitos Colaterais e Reações Adversas Relacionados a Medicamentos. Cardiovasculares.

Resumo

A creatina (ácido α-metil guanidino acético) é um composto amplamente utilizado pelos praticantes de atividade física em especial pelos que fazem treinos resistidos, como a musculação, com a premissa de melhorar o desempenho físico e recuperação muscular dos atletas. Seus efeitos para estes fins estão comprovados em muitos estudos na literatura, porém, seus efeitos cardiovasculares ainda não estão bem estabelecidos. Desta forma, o objetivo deste estudo é investigar sobre quais os efeitos cardíacos do uso contínuo de creatina. Para isso, foi realizado uma revisão de literatura com estudos publicados nos últimos 10 anos nas bases de dados da PubMed, Science Direct e Web of Science. Inicialmente, foram encontrados 443 estudos, os quais foram criteriosamente selecionados através dos critérios de inclusão e exclusão pré-estabelecidos, restanto 11 estudos para compor a amostra final de resultados da pesquisa. Destes, 12.355 pacientes foram analisados no total, os quais estabeleceram que a suplementação de creatina oferece diversos benefícios cardiovasculares, particularmente em termos de proteção e eficiência energética cardíaca, função endotelial e adaptação ao estresse físico, enquanto apresenta um perfil de segurança favorável sem impactos adversos significativos nas funções cardíacas básicas. Conclui-se, portanto, que os efeitos cardiovasculares da suplementação de creatina são complexos e, em muitos casos, benéficos. A creatina oferece proteção contra danos cardíacos, melhora a função endotelial e pode influenciar positivamente a adaptação cardiovascular ao exercício.