TCC2023

ANÁLISE HISTOPATOLÓGICA E EPIDEMIOLÓGICA DE INFECÇÕES PÓS-TRANSPLANTES RENAIS

Dados do documento

Autor(es)
Davi de Aguiar Portela; Caio Vinicius de Araújo Marques; Icaro Santos Veras
Orientador(es)
Nayze Lucena Sangreman Aldeman
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2023
Data de publicação
11 de julho de 2023
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Parnaíba
Palavras-chave
Infecções. Terapia anti-rejeição. Transplantes.

Resumo

O primeiro transplante de rim bem sucedido no mundo foi realizado em 1954 e desde então essa
técnica é utilizada como tratamento padrão-ouro para os quadros de doença renal crônica.
Entretanto, por mais revolucionária que tenha sido a criação desse procedimento, há a possibilidade
de acontecer a falência do enxerto após sua realização, que está relacionada com complicações
operatórias ou pós-operatórias. As infecções são uma das preocupações mais prevalentes, podendo
desencadear uma disfunção do enxerto renal a curto ou a longo prazo(7)
.
O alto risco de infecções pós-transplantes de órgãos sólidos ocorre, principalmente, em virtude da
complexidade que é o procedimento cirúrgico junto à imunossupressão da terapia de antirrejeição
pelo organismo do paciente. Além disso, os rins podem facilmente ser acometidos por infecções
oportunistas em virtude de suas funções, em que facilmente podem ser afetados por uma
disseminação hematogênica(11)
.
Para pacientes que recebem medicamentos imunossupressores, as infecções acabam se tornando
um risco permanente, porém ocorrem mais frequentemente durante os seis primeiros meses pós-transplante. Os fatores de risco relacionados ao maior índice epidemiológico de infecção pós-transplante são: idade do paciente - sendo mais prevalente entre os mais jovens -, uso de terapia
imunossupressora com anticorpos monoclonais e uma maior incompatibilidade do antígeno
leucocitário humano - HLA(18)
.
De acordo com Mallat et al(6), as infecções por citomegalovírus (CMV) e por polioma BK são as
complicações infecciosas mais prevalentes no pós-transplante, estando relacionadas com maior risco
de desenvolvimento de uma disfunção do rim enxertado, assim como com uma maior readmissão
hospitalar precoce do paciente transplantado.
Com isso, a avaliação dos agentes etiológicos responsáveis pelas infecções oportunistas mais
prevalentes no pós-transplante fornece os dados necessários para a criação de mecanismos
profiláticos em pacientes transplantados e imunossuprimidos, como programas individualizados de
profilaxia que visam aumentar a imunização desses pacientes direcionando-se aos agentes
infecciosos(6)
.
Dessa forma, o presente estudo objetiva estimar a incidência de complicações infecciosas no
enxerto renal, principalmente as infecções virais mais frequentes relacionadas ao transplante de rim,
correlacionando esses dados com achados histopatológicos e clínicos. Além disso, esse trabalho
também busca correlacionar os fatores epidemiológicos com a maior probabilidade de complicações
4
infecciosas, por meio da análise dos dados obtidos com o protocolo de coleta através de analises de
variância e estudos descritivos.