APENDICITE AGUDA NA GRAVIDEZ: UMA REVISÃO DE LITERATURA
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Resumo
Introdução: A apendicite configura-se como a principal causa de abdome agudo no mundo. Em gestantes, a apendicite constitui-se como a indicação mais frequente de cirurgia por condições não obstétricas durante a gestação. Diante das dificuldades no exame clínico, o receio médico no manejo da gestante, seja pela identificação da clínica, escolha dos exames de imagem e desafio encontrado na conduta a ser traçada; este estudo visa aprofundar os conhecimentos, auxiliar a conduta e facilitar o manejo da terapêutica em gestantes. Objetivo: Revisar os principais aspectos da relação entre a gravidez e a apendicite aguda presente na literatura médica. Métodos: Constitui-se de uma revisão literária realizada entre os meses de abril e outubro de 2019. Resultados e Discussão: A gestação produz variações anatômicas e fisiológicas no organismo da mulher e origina manifestações clínicas com quadros atípicos da apendicite aguda. Dor abdominal, leucocitose, náuseas/ vômitos são as manifestações mais presentes, mas que na gestante, fazem parte da evolução da gravidez. O diagnóstico é clínico e, nas gestantes, exames de imagem devem ser utilizados. A ultrassonografia é o principal, mas a ressonância pode configurar uma boa alternativa a fim de evitar exposição à radiação ionizante nos casos de radiografia e tomografia computadorizada. A cirurgia é recomendada o mais precoce possível, para reduzir as chances de mobimortalidade materno-fetal. Conclusão: O conhecimento das alterações fisiológicas e anatômicas na mulher é essencial para avaliação e diagnóstico de casos de apendicite aguda na gestação e devem fazer parte do conhecimento e formação de um médico generalista