TCC2024

ARTRITE IDIOPÁTICA JUVENIL POLIARTICULAR ASSOCIADA À MUTAÇÃO DO GENE PLEKHG2 E SUAS REPERCUSSÕES NEUROLÓGICAS: UM RELATO DE CASO

Dados do documento

Autor(es)
Hellen Lagoas dos Santos Araújo; Marcella Gullo Barbosa; Mariane Saar Arêdes; Michaela Hasselmann de Araújo
Orientador(es)
Déborah de Melo Dayube
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2024
Data de publicação
28 de abril de 2025
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Artrite Idiopática Juvenil. Leucodistrofia. Gene PLEKHG2.

Resumo

Introdução: A Artrite Idiopática Juvenil associada à rara mutação do gene PLEKHG2 e suas repercussões neurológicas trata-se de um grande desafio diagnóstico, uma vez que a relação entre a afecção crônica e inflamatória e o gene supracitado, que desempenha um papel categórico no neurodesenvolvimento, ainda não possui uma quantidade satisfatória de estudos e provas terapêuticas seguras e eficazes, gerando grande impacto na qualidade de vida do paciente deste relato de caso. Objetivos: Evidenciar a evolução terapêutica da Artrite Idiopática Juvenil associada à mutação do gene PLEKHG2 a partir de um relato de caso, identificando riscos e benefícios de possíveis formas de tratamento, bem como revisar manifestações clínicas, critérios de refratariedade e prognóstico da doença. Metodologia: Trata-se de um relato de caso com base na coleta de dados de artigos científicos nos portais PubMed, Scielo e LILACS, os quais foram selecionados por meio de palavras-chave como “Artrite Idiopática Juvenil”, “Leucodistrofia” e “PLEKHG2”, tendo como análise o estudo de 25 artigos, com filtro no período de 2016 a 2024, além da utilização do livro “Reumatologia Pediátrica”, da SOPERJ, o “Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Artrite Idiopática Juvenil” da CONITEC, bem como o prontuário eletrônico do paciente. Conclusão: Pode-se afirmar que existem desafios complexos associados a AIJ em um paciente com histórico de doença neurológica genética. O diagnóstico precoce é fundamental em seu manejo e é importante destacar a necessidade de uma abordagem personalizada, com o objetivo de controlar a inflamação, minimizar danos articulares definitivos e promover a qualidade de vida ao paciente. Os achados revelaram que houve pouca eficácia na terapêutica inicial de associação de antiinflamatórios e Metotrexato. A adição do imunobiológico Adalimumabe junto à otimização de dose do Metotrexato revelou uma melhor resposta do quadro. Em relação ao quadro neurológico, somente a abordagem de suporte foi oferecida, devido a escassez e pouca conclusividade dos estudos. Até o momento, portanto, os resultados referentes ao acompanhamento do paciente ainda estão em desenvolvimento, visto que ele permanece sob monitoramento contínuo.