AS ALTERAÇÕES OFTALMOLÓGICAS PELO USO DE CLOROQUINA E HIDROXICLOROQUINA NO CONTEXTO DA COVID-19.
Dados do documento
Resumo
Introdução: No contexto da pandemia do novo coronavírus, as drogas cloroquina e hidroxicloroquina foram divulgadas massivamente e utilizadas como tratamento contra a COVID19. Sabe-se que esses medicamentos possuem efeitos colaterais, dentre eles complicações oculares. O presente estudo analisa se é possível a ocorrência desses efeitos colaterais oftalmológicos (toxicidade retinal, retinopatia e cegueira), considerando a prescrição destes fármacos recomendada para o tratamento precoce da COVID-19 pelo Ministério da Saúde do Brasil em 2020. Objetivo: Realizar uma revisão integrativa no intuito de identificar quais são os efeitos colaterais oftalmológicos pelo uso de cloroquina (CQ) e hidroxicloroquina (HCQ). Método: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura com busca na plataforma PUBMED. O processo utilizou como termos de busca “Hidroxicloroquina”, “Cloroquina”, “Oftalmopatia” e “Retinopatia”. Incluídos artigos científicos publicados entre 2015 e 2020, em inglês ou português e de acesso livre ao texto integral. Foram coletados dados referentes aos autores, principais resultados, fatores de risco e ano da publicação. Resultados: Foram selecionados 14 estudos, em que toxicidade retinal ou retinopatia por HCQ/CQ são abordadas. Foi observado que os fatores de risco mais importantes o desenvolvimento das complicações oculares são uma dose acumulativa de, ao menos, 600g de HCQ ou de, pelo menos, 460g de CQ e uma terapia com duração de, no mínimo, 3 anos. Além disso, foram expostos outros fatores de risco como a dose diária ingerida, tipo físico, uso concomitante de tamoxifeno e as comorbidades dos pacientes. Conclusão: O desenvolvimento da retinopatia por hidroxicloroquina e cloroquina é dependente, principalmente, da dose acumulativa e da duração da terapia.